terça-feira, 17 de setembro de 2013

100 Melhores Filmes de Todos os Tempos - 71° a 80°

80° - Círculo de Fogo



Lutas entre robôs gigantes e monstros extraterrestres ambientados em um mundo fantástico criado pelo gênio Guillermo Del Toro e com ótimos efeitos visuais.  “Círculo de Fogo” é também a mais bela homenagem já feita aos filmes japoneses sobre monstros gigantes da década de 40 e as séries (também japonesas) das décadas de 70 e 80. 
Gênero: Ficção
Diretor: Guillermo Del Toro
Elenco: Charlie Hunnam, Idris Elba, Ron Perlman


79° - Rush - No Limite da Emoção



Uma das mais extraordinárias histórias da Fórmula 1 em um filme que recria com detalhes cirúrgicos o início da rivalidade entre os pilotos Niki Lauda e James Hunt até ao sensacional campeonato de 1976. 
Gênero: Drama Biográfico
Elenco: Chris Hemsworth, Daniel Bruhl, Olivia Wilde

78° - O Grande Truque



Dois mágicos ingleses numa Londres no final do século XIX se tornam grandes rivais, dão inicio a uma batalha a procura da mágica perfeita. Com um elenco estelar, uma bela direção de arte e um roteiro surpreendente. Gênero: Ficção, Diretor: Christopher Nolan, Elenco: Hugh Jackman, Christian Bale, Michael Caine, Scarlett Johanson, Piper Perabo

77° - Distrito 9



O que parecia ser um filme B sobre ETs é na verdade uma pequena obra-prima. Ambientado em Joanesburgo na África do Sul, “Distrito 9” nos mostra de uma forma metafórica o que foi o terrível apartheid e a segregação racial na África do Sul. 
Gênero: Ficção, Drama
Diretor: Neill Blomkamp
Elenco: Sharlto Copley, David James

76° - De Volta Para o Futuro - Parte III



A terceira e última parte da melhor história já contada no cinema sobre viagens no tempo. Um faroeste como nunca se viu, pois, tem até skate que flutua e a locomotiva mais rápida do oeste. 
Gênero: Ficção, Aventura
Diretor: Robert Zemeckis
Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Mary Steenburger

75° - Batman Begins



O início da trilogia “Cavaleiro das Trevas” de Christopher Nolan superou todas as expectativas e desconfianças. Com uma visão mais realista sobre o personagem mais complexo dos quadrinhos da DC Comics, “Batman Begins” é um marco na história sobre filmes de super-heróis, pois estabeleceu uma referência a ser seguida. 
Gênero: Aventura
Diretor: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Katie Holmes, Morgan Freeman, Cillian Murphy, Gary Oldman

74° - Shakespeare Apaixonado



Essa comédia romântica com ares de aventura é um belo filme. Vencedor de 7 Oscars em 1998, incluindo melhor filme, roteiro, atriz e direção de arte, “Shakespeare Apaixonado” te prende do início ao fim. 
Gênero: Comédia Romântica
Diretor: John Madden 
Elenco: Gwyneth Patrow, Joseph Fiennes, Judi Dench, Geofrey Rush, Tom Wilkinson, Colin Firth, Ben Affleck

73° - Meia Noite em Paris



Perdi as contas de quantas vezes vi “Meia Noite em Paris”. Uma comédia romântica dirigida por Woody Allen, que usa e abusa de elementos de fantasia para contar uma história leve e cativante.  
Gênero: Comédia Romântica 
Diretor: Woody Allen 
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kurt Fuller, Carla Bruni, Tom Hiddleston, Marion Cotillerd, Adrien Brody

72° - 007 Cassino Royale



Comecei a dar maior atenção aos filmes da série “007” assistindo “Cassino Royale”. Um ótimo filme de ação com um personagem icônico da história do cinema e interpretado pelo ótimo Daniel Craig. Detalhe para a partida de poker mais tensa da história. 
Gênero: Ação 
Diretor: Martin Campbell
Elenco: Daniel Craig, Eva Green, Judi Dench

71° - Star Wars - O Império Contra-Ataca



O 2° episódio da série Star Wars (5° na cronologia) mantém as características e qualidades de toda a série mas com um detalhe importantíssimo: o final NÃO é feliz!!! Isso faz de “O Império Contra-Ataca” um marco na história dos filmes Blockbusters “família”. 
Gênero: Ficção, Aventura 
Diretor: Irvin Kershner 
Elenco: Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher; James Earl Jones

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Crítica: Rush - No Limite da Emoção


A vida de dois homens com personalidades tão distintas e em busca de um objetivo em comum é a base de uma das histórias mais espetaculares da Fórmula 1. Dirigido pelo vencedor do Oscar 2001 de melhor filme por “Uma Mente Brilhante”, Ron Howard (EdTV, Coccon, Anjos e Demônios, Apollo 13), “Rush – No Limite da Emoção” tem todas as características de um grande filme (grande em todos os sentidos). Uma direção praticamente perfeita, uma montagem genial, uma fotografia exuberante, uma trilha sonora magistral do Mestre Hans Zimmer, efeitos visuais deslumbrantes, uma direção de arte que reproduziu as corridas e os detalhes da F1 na década de 70 perfeitamente (detalhe para os capacetes dos pilotos, riscados e já gastos), um roteiro que merece indicações para os principais prêmios do cinema mundial, e atuações fantásticas.  

“Rush” conta a história de uma das maiores rivalidades da história da Fórmula 1 e que chega ao ápice no inacreditável campeonato de 1976. Os rivais: O playboy e “bom vivant” escocês James Hunt interpretado por Chris Hemsworth (Thor, Star Trek, Branca de Neve e o Caçador, Os Vingadores) e o frio e genial austríaco Niki Lauda interpretado pelo ator Daniel Bruhl (Adeus, Lênin!; O Ultimato Bourne, Bastardos Inglórios).  Hemsworth e Bruhl estão perfeitos em seus papéis, desde a caracterização até os trejeitos e “tics” nervosos (detalhe para a mania de Hunt em abrir e fechar seu isqueiro a todo momento).  

“Rush” te prende do começo ao fim e não tenho dúvidas que é o melhor filme de 2013 e que toda a emoção que senti vendo esse filme não é gratuita.

Nota 10


Marcio Alexander Luciano

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

100 Melhores Filmes de Todos os Tempos...(90° a 81°)


90° - Curtindo a Vida Adoidado



Você está de férias, em casa, está chovendo e fazendo frio e você descobre que esse Clássico dos anos 80 passará na Sessão da Tarde. Pronto, é só colocar a pipoca no microondas e você terá um dia perfeito. 

Gênero: Comédia 
Diretor: John Hughes
Elenco: Matthew Broderick, Mia Sara, Alan Ruck


89° - Ratatouille



Paris retratada de uma forma sem igual e que serve de cenário para uma das mais originais animações já feitas. A Pixar novamente nos surpreende com uma bela e improvável história de amizade entre um rato e um jovem cozinheiro. 

Gênero: Animação
Diretor: Brad Bird 
Elenco (Dubladores): Patton Oswald, Lou Romano, Peter O'Toole

88° - Pequena Miss Sunshine



Esse quase desconhecido filme é sensacional. Mesmo tendo 4 indicações ao Oscar 2007, esse filme passou quase que despercebido  no Brasil. Essa comédia conta a história de uma família um tanto excêntrica e o desafio de atravessar parte dos EUA com uma Kombi para levar a pequena Olive para uma disputa de “Pequena Miss Sunshine” na Califórnia.

 Gênero: Comédia
 Diretores: Jonathan Dayton e Valerie Faris
 Elenco: Greg Kinnear, Toni Collete, Abigail Breslin, Steve Carel, Alan Arkin


87° - O Senhor dos Anéis - As Duas Torres



A segunda parte da trilogia é um grande filme. Todas as cenas em que Gollum e Frodo participam são ótimas e as batalhas mantém o mesmo tom épico dos outros filmes da trilogia..

Gênero: Aventura 
Diretor: Peter Jackson
Elenco: Elijah Wood, Sean Astin, Ian McKellen, Dominic Monaghan, Orlando Bloom, Andy Serkis, Christopher Lee, Hugo Weaving

86° - Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II



Não, “Harry Potter” não é para crianças! Pelo menos esse que é o último filme da saga não é! Tenso, pesado, escuro e em vários momentos assustador, esse filme me surpreendeu em todos os sentidos.

Gênero: Aventura
Diretor: David Yates 
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Helena Bonham Carter

85° - Ensaio Sobre a Cegueira



Baseado na obra de Saramago, esse filme dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles é um soco no estômago e nos mostra que pior que a cegueira dos olhos é a cegueira da alma.

Gênero: Ficção, Drama 
Diretor: Fernando Meirelles 
Elenco: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Gael Garcia Bernal, Danny Glover, Alice Braga

84° - X-Men Primeira Classe



Uma das coisas mais legais no cinema é quando um filme que se desenhava uma catástrofe se transforma em uma das coisas mais legais que você já viu, e foi exatamente isso que senti quando assisti pela primeira vez X-Men Primeira Classe. 
Gênero: Aventura
Diretor: Matthew Valghn 
Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, Jennifer Lawrence, January Jones

83° - Quero Ser Grande



 Nasci em 1980, logo, os filmes dessa década me marcaram profundamente e “Quero ser Grande” não seria diferente. Tom Hanks começava a mostrar por que seria considerado um dos maiores atores da história e a cena do Teclado Gigante no Shopping é histórica. 

Gênero: Comédia
Diretor: Penny Marshall
Elenco: Tom Hanks, Elizabeth Perkins

82° - Os Vingadores



Imaginem um homem de 31 anos vibrando feito um moleque por ver “Os Maiores Heróis da Terra” destruindo alienígenas mortais que atravessaram um portal de outro mundo para destruir Nova Iorque. Esse cara era eu, e estava em êxtase no cinema por ver um sonho de um jovem nerd se realizar.

Gênero: Aventura
Diretor: Joss Whedon 
Elenco: Robert Downey Jr, Mark Ruffalo, Chris Evans, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Chris Hemsworth, Samuel L. Jackson, Scarlett Johansson

81° - Matrix




O cinema mundial deu uma chacoalhada após Matrix e isso se deve não só a seus efeitos visuais revolucionários, mas também a um roteiro moderno e uma história bastante original. Várias são as cenas brilhantes desse filme, mas nada se compara a cena de Morpheus explicando para Neo o que é a Matrix e com uma pilha na mão. 

Gênero: Ficção 
Diretores: Irmãos Andy e Lana Wachowski
Elenco Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Carrie-Anne Moss, Hugo Weaving

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

100 Melhores Filmes de Todos os Tempos .....(100° a 91°)

Todo cinéfilo é louco por “listas” e eu não sou diferente. Na internet você encontra “listas” relacionadas a cinema de tudo quanto é jeito, desde a ”Melhores Filmes com Cachorros” até a “Piores Filmes com Adam Sandler”, e por aí vai. Mas tem um tipo de “lista” relacionada a cinema que é a campeã, “Melhores Filmes de Todos os Tempos” . Sites de Cinema, Cineastas, Artistas, Críticos, Revistas de Cultura Pop, votações pela internet, etc...existem listas sobre esse tema aos montes e elas são ótimas referências. Pensando nisso eu resolvi fazer a minha lista com os 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS. Postarei a lista da posição 100° até o 1° de 10 em 10 filmes. Peço para quem também gosta de Cinema, que escrevam (tanto no blog quanto no facebook) quais são seus filmes preferidos (1, 2 , 5, 10...não importa quantos). Farei uma lista com os mais "votados" e colocarei no blog.

Segue os filmes das posições 91° até 100°:


100° - V de Vingança















Numa Inglaterra em um futuro próximo (o ano é 2020), dominada por um governo fascista e totalitário, um revolucionário mascarado e com grandes habilidades luta para libertar o país de uma ditadura sem precedentes.

Gênero: Ficção, Ação
Diretor: James McTeige
Elenco: Natalie Portman, Hugo Weaving, John Hurt


 99° - O Palhaço
 

















Uma bela e leve comédia que conta a história de um palhaço e de toda a trupe de artistas de um pequeno circo itinerante que cruza o interior do Brasil. Somos presenteados por interpretações cheias de emoção e hilárias participações mais do que especiais.

Gênero: Comédia
Diretor: Selton Mello
Elenco: Selton Mello ,Paulo José, Moacyr Franco, Jorge Loredo, Fabiana Karla, Jackson Antunes


98° - O Hobbit - Uma Jornada Inesperada
O início de uma das maiores histórias já contadas no Cinema. Antes de toda aquela aventura espetacular contada na Trilogia O Senhor dos Anéis, outra aventura, tão espetacular quanto, aconteceu na Terra Média. Um ótimo elenco e cenas grandiosas mantém o nível Peter Jackson de filmes épicos.

Gênero: Aventura
Diretor: Peter Jackson.
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Elijah Wood

                                
97° - Monstros S.A.

O primeiro dos vários filmes da Pixar que aparecerão nessa lista é uma animação que nos cativa do início ao fim. O filme conta a história dos monstros Sully e Mike que trabalham em uma grande corporação responsável por “abastecer” o mundo onde vivem com a energia gerada pelos sustos que dão em crianças de nosso mundo. Mas quando encontram a pequena “Boo” algo dá errado....
 
Gênero: Animação
Diretor: Pete Docter
Elenco (Dubladores): John Goodman, Billy Crystal, Steve Buscemi
 
 
96° - Star Wars – Episódio VI - O Retorno de Jedi   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O final dessa saga tem tudo que o Cinema de entretenimento pede, aventura, emoção, humor, sabres de luz e naves rasgando o espaço na velocidade da luz. Um filme que acabou de completar 30 anos e se mantém como referência em se tratando de Ficção Cientifica e Aventura.
 
Gênero: Ficção, Aventura
Diretor: Richard Marquand
Elenco: Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher
 
 
95° - Cassino
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando parecia que os filmes de Gângster estavam saturados, o gênio Martin Scorsese nos presenteia com esse filme de 1995 e que conta a história do submundo dos cassinos de Las Vegas chefiados pelos mafiosos de Chicago. O filme conta também com a melhor performance de Sharon Stone de toda a sua carreira.
Gênero: Gângster, Drama
Diretor: Martin Scorsese
Elenco: Robert De Niro, Joe Pesci, Sharon Stone
 
 
94° - Procurando Nemo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como não se emocionar com o pai (o peixe-palhaço Marlin) que ficou viúvo e ficou somente com um filho? Como não rir dos esquecimentos de Dory e dos animais malucos do aquário do dentista de Sidney? Como não querer que Nemo encontre seu pai o mais rápido possível? Como?
Gênero: Animação
Diretor: Andrew Stanton
Elenco (Dubladores): Albert Brooks, Elen DeGeneres, Alexander Gould, Willen Defoe, Geoffrey Rush, Eric Bana
 
 
93° - Ilha do Medo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando terminei de ver esse filme pela primeira vez tive a certeza de ele me atormentaria por um bom tempo, e foi o que aconteceu. E quando reassisti tive a certeza que Martins Scorsese tinha criado mais uma bela obra, pois trata-se de um dos melhores suspenses psicológicos que eu já vi.
 
Gênero: Suspense, Drama
Diretor: Martin Scorsese
Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Bem Kingsley, Michelle Williams
 
 
92° - Um dia de Fúria  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos já tiveram um dia que nada dá certo, mas no caso do personagem vivido por Michael Douglas esse dia foi o pior de sua vida, e então um cidadão comum se transforma num máquina de rancor e ódio perambulando pela cidade de Los Angeles e com um taco de beisebol na mão.
 
Gênero: Drama
Diretor: Joel Schumacher
Elenco: Michael Douglas, Robert Duvall
 
 
91° - Indiana Jones e o Templo da Perdição
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Se tem uma coisa boa em “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” é que o filme é ruim, e isso fez com que tirassem o “peso” de “O Templo da Perdição” de ser sempre lembrado como o último em preferência dos filmes do arqueólogo mais famoso do mundo. Esse filme é tão bom quanto “A Última Cruzada” e “Os Caçadores da Arca Perdida” e ainda tem a famosa cena do banquete e sua deliciosa sobremesa...
 
Gênero: Aventura
Diretor: Steven Spielberg
Elenco: Harrison Ford, Kate Capshaw

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O Eixo do Mal


Sempre que ouço o termo “Eixo do Mal” ser dito durante uma conversa sobre futebol brasileiro, logo imagino o exército de Darth Vader invadindo o estado do Paraná com sua nave “Estrela da Morte” (no formato do logotipo da Rede Globo) e destruindo o estádio do Pinheirão e formando ali mesmo o seu novo "cartel general" para dar continuidade ao seu plano terrível de destruir o Futebol Paranaense..... e dominar o mundo.
O texto acima soa infantil, bobo e até mesmo exagerado, mas é realmente o que eu acho sobre esse assunto.
Parto pelo princípio que se você gosta de futebol (mas poderia ser vôlei, basquete, fut. americano, hóquei no gelo, basebol, etc) e torce por um time, mas tem certeza que vitórias e derrotas são arranjadas por árbitros com interesses escusos e da “grande mídia”......você está fazendo isso errado. Não há lógica em ir para o estádio, comprar camisa, perder tempo e saúde (física e psicológica) em algo que você não acredita.
O que difere o Futebol de todos os outros esportes é a capacidade única que o Futebol tem que é de nos surpreender. Tanto para o bem quanto para o mal. E o erro dos juízes fica mais evidente nesses casos, pois não há meio termo. É certo ou errado. Sim ou não? Dentro ou fora da área? Impedido? Se jogou ou foi derrubado? Mão na bola ou bola na mão? Era pra cartão? Só 3 de acréscimos? E se fosse contra o Corinthians? Contra o Flamengo? “Tinha que ser do Eixo.......”
É raso imaginar que há um grande complô contra o Futebol Paranaense. E estou dando o exemplo do Paraná, pois moro nesse estado desde os meus 2 anos de idade e estou em Curitiba desde 1998. Nunca imaginei existir tamanho complexo de perseguição quanto os torcedores de Coritiba, Atlético Paranaense e Paraná Clube tem em relação a Globo, CBF, Juízes de Futebol e a imprensa em geral (que não é daqui de Curitiba).
Tenho grandes “senões” contra a Globo que tem muito poder, a CBF que está cada vez mais na lama, aos árbitros mau preparados e amadores, a imprensa esportiva cada vez menos esportiva e cada vez mais parecida com revista de fofoca. Mas dizer que há um “EIXO DO MAL” (repitam “eixo do mal” três vezes seguida e em voz alta, no mínimo é bizarro....rsrs) e que os times do Rio de Janeiro e São Paulo são, na maiorias das vezes, beneficiados por decisões erradas de juízes é de uma pretensão sem tamanho.

Erros acontecem a todo o momento, em todos os lugares, desde o escritório até no campo de futebol, e gente escrota, mal intencionada e desonesta também pode estar no escritório ou podem estar com uma roupa de cor diferente dentro de um campo de futebol e com um apito na boca. Pessoas honestas e desonestas existem em todos os lugares, e achar que só por que a pessoa nasceu do outro lado do rio Paranapanema ou por que ela fala “chiado” e gosta de funk é indício de pertencer a um “EIXO DO MAL” que quer impedir que o Futebol Paranaense cresça e se torne uma verdadeira potência é tão pequeno e preconceituoso que me faz acreditar que o Brasil nunca se tornará um país realmente evoluído. Enquanto as pessoas continuarem a achar que o lugar onde nasceram ou vivem é mais importante que sua própria índole, ainda teremos gente que classificará empresas, cidadãos, estados, cidades, culturas, etc....como “Eixos do Mal” por simplesmente não ser do “Eixo do Bem” que é esse lugar lindo onde tudo é perfeito e todos são honestos, e trabalhadores, cultos, e pessoas de família e ...................................................pois é ............... não é o “Eixo” que é do mal, é o MAL que está no EIXO das pessoas. 

Marcio Alexander Luciano

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Crítica: Círculo de Fogo



Nos bons e áureos anos 80 os países Latino-Americanos foram bombardeados por desenhos animados e séries japonesas. Gigante Guerreiro Daileon, Gogofives, Comando Estelar Flashmans, Changemans, Jiraya, Black Kamen Riders, Jaspion e para as gerações mais novas, já nos anos 90, o seriado americano Power Rangers. Um mundo cheio de ação, melodrama, efeitos especiais duvidosos, monstros de borracha, ninjas com roupas coloridas e robôs gigantes com suas espadas colossais e prédios destruídos como se fossem de papelão (na verdade, realmente eram de papelão), esse mundo era fantástico e divertido. E diversão é o que “Círculo de Fogo” mais tem a nos oferecer.
Dirigido pelo genial mexicano Guillermo Del Toro (Blade II, HellBoy I e II, O Labirinto do Fauno) que também foi influenciado pelos filmes e seriados japoneses dos anos 60 e 70 de Kaijus (monstros gigantes estilo Godzilla), juntou todas essas referências citadas e montou o filme mais divertido e empolgante dessa temporada de Blockbusters americano.
Del Toro escreveu, dirigiu e produziu “Círculo de Fogo” e isso mostra o carinho e a importância dada por ele para esse projeto, seu estilo e sua forma de fazer filme estão impressa em cada cena que vai dos equipamentos já gastos e enferrujados pelo tempo de uso, até a sua capacidade quase ilimitada de criar monstros cada vez mais originais, vide ”Hellboy” e “O Labirinto do Fauno”.
A história se passa em um futuro próximo, 10 anos após o primeiro incidente, onde todos os países foram obrigados a se unirem para enfrentar monstros alienígenas gigantescos (com mais de 30 metros) que de tempos em tempos surgem de uma fenda no fundo do Oceano Pacífico, mais precisamente, no Círculo de Fogo do Pacífico. Os humanos chegam à conclusão que a única forma de combater e destruir esses monstros são com “monstros” de aço, robôs gigantes, mas para pilotar esses robôs é necessário pelo menos dois pilotos e eles precisam ter uma espécie de “elo psíquico” para conseguirem controlar e desferirem os golpes dos robôs.

Contando com um bom elenco, o filme trás um hilário Ron Perlman (Hellboy e a série Sons Of Anarchy) que faz o papel de um contrabandista de órgãos e partes dos monstros abatidos e também com Idris Elba (Thor, Prometheus, O Gangster) que faz um general linha dura e que comanda toda a “frota” de robôs. Mas quem rouba a cena é o ótimo ator Charlie Hunnam mais conhecido como Jax Teller da ótima série Sons of Anarchy. Charlie tem sua primeira chance como protagonista de um grande filme e não faz feio. Seu personagem traz uma boa carga dramática e Charlie não perde a mão.
Tecnicamente o filme é perfeito, pois tudo que o Transformers de Michel Bay era pra ser, “Círculo de Fogo” é. Por mais que você esteja vendo um monstro de 30 metros lutando com um “Megazord” nas ruas de Hong Kong, você consegue crer que aquilo tudo, dentro desse universo fantástico, é real. Dos efeitos visuais a direção de arte, tudo é muito bem elaborado.
Com um roteiro que não é brilhante, mas que não deixa grandes pontas e é eficiente por mostrar esse mundo fantástico de forma coesa e com uma montagem que não deixa o filme perder o fôlego (do início ao fim a mil por hora!!!), “Círculo de Fogo” é a mais bela homenagem que as séries e filmes japoneses de monstros e robôs gigantes poderia ter.

Nota 9,75


Marcio Alexander Luciano 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Crítica: Wolverine Imortal


O tema “imortalidade” move o mundo, e não é de hoje. Seja a imortalidade física, com o sonho de cientistas em prolongar a vida ou a imortalidade “espiritual”, algo que desde os tempos mais remotos e em todas as civilizações, a humanidade sempre buscou. A carne morre, mas a alma (dependendo de sua religião ou crença) segue para onde você acreditar.
Logan/Wolverine (Hugh Jackman) é um mutante que tem, além de um exoesqueleto de adamantium, o fator de cura. Não fica doente, não envelhece, suas feridas se cicatrizam em segundos, não morre.
Em “Wolverine Imortal” Logan está afastado de todos e de tudo, vivendo isolado nas montanhas do Canadá como um eremita. Ele ainda está muito abalado com os acontecimentos vistos no filme “X-Men III, O Confronto Final” e pesadelos com seu grande amor, Jean Grey (a linda Famke Janssen) acentua sua tristeza.
O filme começa com uma lembrança de Logan da Segunda Guerra Mundial quando o mesmo salva um soldado japonês (do ataque nuclear Norte-Americano a Nagasaki) e esse ato trará consequências no futuro do personagem.
Em grande parte do filme, Wolverine perde temporariamente seus poderes de cura e isso faz com que ele comece a encarar a morte de outra forma, juntando a isso, o reencontro com o soldado salvo na guerra (agora um bilionário do ramo da bioquímica e tecnologia) que lhe faz uma proposta absurda e ao mesmo tempo resolveria seus problemas, faz com que esse seja o filme em que o mutante mais famoso dos X-Men se destaque.
Wolverine Imortal é de longe superior ao famigerado “Wolverine Origens” e está no mesmo nível de X-Men 2, o melhor filme da franquia dos mutantes. As duas primeiras partes do filme são ótimas, mas infelizmente perde um pouco do fôlego na parte final, que não chega a surpreender e chega a ser óbvia, mas nada que prejudique o trabalho do diretor James Mangold (Johnny e June, Os Indomáveis, Encontro Explosivo).

Não é o filme definitivo de Wolverine, mas é uma grata e bela surpresa.

Os: A cena pós-créditos é a melhor CENA PÓS-CRÉDITOS de todos os filmes de personagens de histórias em quadrinhos já feita. É simplesmente a  introdução do filme X-Men Dias de um Futuro Esquecido, que estreará em 2014. (Quase chorei...rsrs)

Nota 9,0


Marcio Alexander Luciano

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Pênalti e o Jogo da Minha Vida

     No videogame parece tão fácil...

O ano era 1996 e o Colégio Alberto Santos Dumont (um dos 2 Colégios de Cafelândia-PR) estava com suas equipes de Futebol, Basquete e Vôlei prontas para mais uma edição dos Jogos Escolares do Paraná -Fase Regional. Pelo 3° ano seguido eu estava fazendo parte do time de Futebol, representando a Cidade e o Colégio e éramos os atuais bicampeões da fase regional (algo inédito para a cidade e que causava certa ciumeira por parte das equipes de vôlei e basquete), porém, os torneios anteriores foram disputados com nascidos em 1978 e 1979 respectivamente e como eu sou de 1980 e participei, ora como titular, ora como reserva desses torneios, já tinha certa “experiência”, logo, maior responsabilidade.
Herdei a camisa 10 do craque do time dos anos anteriores, Cleber Morreto era o meia-esquerda clássico, dificilmente errava um passe e tinha uma bomba na perna direita, mas como tinha nascido em 79, não podia disputar os "Jogos". O Prof. Marcos, nosso técnico, me tirou da ponta esquerda e me incumbiu de ser o meia armador do time, pois tinha lá um pouco de habilidade na perna esquerda e meus passes e lançamentos eram bons, mas meu forte mesmo era a tal da bola parada.
Eu era o batedor de escanteios, faltas de pequenas e médias distâncias e de pênaltis (nos treinos de pênaltis meu aproveitamento era realmente muito bom).
Então fomos para Itaipulândia, sede dos “Jogos” de 1996, uma pequena e rica cidade do Oeste Paranaense banhada pela represa da usina de Itaipu. E foi nesses “Jogos” que aconteceu “O Jogo da Minha Vida”.
Passamos facilmente pela primeira fase e em 1° lugar do grupo, 4 jogos e 4 vitórias, melhor ataque e melhor defesa.
Mas sabíamos que o sorteio deu uma facilitada para nosso time, pois no outro grupo tinha nada menos que Iguatu e Capitão Leônidas Marques, dois times muito bons.
Os “Jogos” eram disputados no verão, em horários como 11hs, 14hs, 15hs, etc, e em uma cidade ao lado da maior represa do mundo (o campo era realmente ao lado!!!), logo, todos os jogos eram disputados em um calor infernal.
Nunca tive grande preparo físico, mas nesses jogos eu estava correndo muito, mas, disputar 5 jogos em 7 dias naquela situação era muito pesado.
Pegamos o time de Capitão Leônidas Marques na semifinal, e esse foi “O Jogo”.
A semifinal começou com um gol de Capitão Leônidas Marques com menos de 5 minutos e logo pensei: “Será que vão se vingar??!!”. Eliminamos esse mesmo time no ano anterior, também nas semifinais e com um gol de pênalti nos acréscimo, eles estavam mordidos.
Então começou o milagre de Vander “O Padeiro”. Vander era nosso goleiro e trabalhava como padeiro em uma panificadora em Cafelândia. Era um bom goleiro, mas nesse jogo ele se superou. Depois de sofrermos o gol, Vander salvou nosso time em pelo menos 5 lances. Era impressionante!!! Tinha descido o Taffarel nele e isso fez com que nosso time acordasse.
Conseguimos empatar o jogo num lance bizarro. Era final do 1° tempo e eu chutei uma bola do bico da grande área, nem foi tão forte e nem tão no canto,mas o goleiro deles espalmou pra fora. Eu já estava cansado e o escanteio era do outro lado, Günter, o meia direita do nosso time fez sinal pedindo para cobrar o escanteio, eu concordei (pensei: vou ficar na entrada da área, se sobrar, eu chuto), foi então que o lance bizarro aconteceu. Günter cobrou o escanteio com bastante efeito, o goleiro deles saiu todo estabanado, a bola bateu na nuca do zagueiro adversário, encobriu o goleiro, a bola bateu na trave, e entrou no gol.
 1 a 1 e final do 1° tempo.
Juro que não lembro direito do 2° tempo. Estávamos cansados e nenhum dos 2 times teve grandes chances de ganhar o jogo.
Então veio a prorrogação e mais 30 minutos. Nosso time estava mais cansado que o deles, (eu não conseguia mais correr, somente andar em campo), mas conseguimos levar o jogo para os pênaltis.
O juiz deu uns 10 minutos para descansarmos, mas não consegui relaxar, pois o Prof Marcos logo chegou perto de mim e disse: - Marcinho, você vai bater o 1° pênalti!!! Isso eu realmente  não esperava, pois na estreia dos “Jogos” tivemos um pênalti a nosso favor (estávamos ganhado o jogo por 5 a 0) e eu bati esse pênalti. Foi a pior cobrança da história!!! Chutei só grama e terra e a bola foi quicando para o meio do gol. Lembro de ver o goleiro rindo enquanto a bola ainda estava “quicando no gramado” antes dele encaixá-la. Minha sorte que aquele jogo já estava ganho, mas não consegui tirar aquela cobrança da cabeça. Era como se eu tivesse visto a mesma cena umas 500 vezes em menos de 10 minutos! Uma tortura sem fim!!!
Então os times se posicionaram no meio do campo e eu fui cobrar o pênalti, pois para ajudar, nosso time começaria as cobranças.
A caminhada do meio do campo até a marca do pênalti foi a coisa mais próxima de “eterna” que eu presenciei ou senti. Eu estava tremendo, mas também estava concentrado e sabia da responsabilidade daquela cobrança (lembrando: eu tinha 15 anos e aquilo foi a “minha Copa do Mundo”). Quando peguei a bola e coloquei na marca da cal eu já tinha decidido o que iria fazer: bateria o pênalti de chapa, forte, rasteira e no canto esquerdo do goleiro. Foi o que eu fiz, mas a bola não saiu tão forte como eu pretendia....
 
Se a caminhada até a marca do pênalti foi “eterna”, o tempo literalmente PAROU no exato momento que chutei a bola.

A bola foi rasante e tocou no chão somente uma vez antes de relar na mão do goleiro, bater na trave....e entrar.

O mundo tinha acabado de sair de cima das minhas costas.



Cumprimentei nosso goleiro, dei boa sorte e voltei rindo feito um bobo para o meio de campo.

A disputa por pênaltis foi para as cobranças alternadas. E vencemos. Estávamos classificados para a final.

E a final ?

Essa fica para outro dia....


Marcio Alexander Luciano

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Classic Movies: Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças



“Quão feliz é o destino de um inocente sem culpa
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecido
Brilho eterno de uma mente sem lembranças
Toda prece é ouvida, toda graça é alcançada...”

Esse é um trecho do poema “Eloisa to Abelard” do poeta Inglês Alexander Pope e desse poema o grande roteirista Charlie Kaufman (Quero Ser John Malkovich, Adaptação) criou a história de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”.

Se você tivesse a oportunidade de recomeçar sua vida, sem traumas, desilusões, tristezas, desamores, rancores, etc , mesmo que sua mente apagasse os melhores momentos de sua vida, incluindo a sua grande e momentânea paixão, você aceitaria que sua memória fosse apagada? Agora, se você soubesse que seu grande amor apagou toda e qualquer lembrança tua e que não restou nada mais do que um grande vácuo na mente dessa pessoa e que para ela (ou ele) você se tornou em um completo nada?!  

Nessa espetacular história dirigida pelo francês Michel Gondry (A Natureza Quase Humana, Besouro Verde, Rebobine Por Favor), a vida amorosa do casal Joe Barish (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet) é contada de uma forma peculiar e de uma das formas mais originais da história do Cinema atual.
O filme passa quase que completamente dentro da mente de Joe Barish, pois após descobrir que sua amada Clementine passou por um processo inovador de “apagamento de memória”, Joe decide por fazer o mesmo.
Com um roteiro genial e que alterna cenas de flashbacks da vida do casal, como o começo do romance, a paixão florescendo, as primeiras brigas, os desencontros e diferenças, como também a luta da mente de Joe por manter as lembranças de Clementine durante o processo de “apagamento de memória”.

 Mas o brilhantismo do roteiro não para por aí, pois todos os outros personagens da história são desenvolvidos de forma bastante interessante, com seus questionamentos e personalidades. Completam o elenco a atriz Kirsten Dunst e os atores Mark Ruffalo, Elijah Hood e todos são funcionários da clínica psiquiátrica que oferece o serviço de “apagamento de memória” e são chefiados pelo Doutor Howard (Tom Wilkinson). As cenas na clínica são cheias de detalhes e que enriquecem a trama, como cena em que uma senhora está entrando na sala do Dr Howard carregando uma caixa repleta de objetos e acessórios para cachorro, mostrando que a dor de uma perda e que a saudade não tem regras.

Com a interpretação da vida de Jim Carrey e com mais um show da ótima Kate Winslet, um roteiro tão bom que ganhou o Oscar em 2004, uma montagem perfeita, uma fotografia linda e que retrata o sentimento dos personagens, suas emoções e dúvidas (como a bela e emocionante cena no lago congelado) e com efeitos especiais eficazes, “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” é para mim, o melhor filme da década de 2000 até 2009. 

Abram a cabeça e tenham certeza que esse filme nunca sairá de sua memória. 

Nota 10


Marcio Alexander Luciano

segunda-feira, 1 de julho de 2013

BRASIL, Campeão da Pré-Copa do Mundo 2013

      Imagem: r7.com

A Seleção Brasileira não somente se tornou Tetracampeã da Copa das Confederações como também nos deu mostras do que pode acontecer na Copa do Mundo de 2014 e a vitória sobre a Espanha na final foi o ápice dessa “pré Copa do Mundo” que o Brasil disputou.

 Para ganhar uma Copa do Mundo, uma seleção precisa jogar pelo menos 7 partidas (3 na fase de grupos), oitavas, quartas, semi e a final. Foi o que a Seleção fez nos últimos 30 dias e contra seleções importantes. Vou tomar como exemplo a Espanha campeã do Mundo de 2010 e que fez os seguintes jogos, em ordem: Espanha 0 x 1 Suíça, Espanha 2 x 0 Honduras, Espanha 2 x 1 Chile, Espanha 1 x 0 Portugal, Espanha 1 x 0 Paraguai, Espanha 1 x 0 Alemanha , Espanha 1 x 0 Holanda. Foram 5 vitórias em tempo normal, 1 vitória na prorrogação (Final contra a Holanda) e a derrota contra a Suíça na primeira partida.
 A Copa das Confederações está longe de ser comparada a uma Copa do Mundo, em competitividade, qualidade técnica e importância, porém, se analisarmos todas as partidas disputadas pela Seleção desde o amistoso contra a Inglaterra na reabertura do Maracanã até a final contra os espanhóis, teremos jogos que poderiam facilmente ter feito parte de uma campanha de título mundial.
Tomarei a liberdade de imaginar um “grupo da morte” em uma Copa do Mundo fictícia com Brasil, Inglaterra, França e Japão (e assim manter a sequência dos 7 jogos disputados pelo Brasil nesse mês).
Brasil 2 x 2 Inglaterra, Brasil 3 x 0 França, Brasil 3 x 0 Japão.
Agora, imaginamos uma Oitavas de Final contra a seleção que nos tirou o Ouro em Londres: Brasil 2 x 0 México
A quarta de final contra um dos nossos maiores rivais: Brasil 4 x 2 Itália
A semifinal contra um rival histórico e atual campeão da Copa América: Brasil 2 x 1 Uruguai
E a final contra a atual bicampeã europeia e campeã mundial: Brasil 3 x 0 Espanha

Esses jogos foram reais, mas, infelizmente para nós Brasileiros, não faziam parte de uma Copa do Mundo e é exatamente isso que Felipão deve deixar claro para seus jogadores.
A Seleção mostrou que tem sim capacidade técnica, união e vontade para ganhar a próxima Copa, basta a CBF manter esse elo, que se formou entre torcida e time, com amistosos regulares nos estádios onde serão disputados os jogos do Mundial e contra seleções de grande nível técnico (eu tentaria amistosos contra Alemanha, Argentina, Holanda e Colômbia). Esses amistosos além de manter o clima de Lua de Mel com a torcida manteria a Seleção jogando em nível “Hard” por mais tempo.


A Seleção Brasileira jogou como há muito tempo não jogava e me fez crer que o Hexa não será algo impossível de se conquistar no ano que vêm e que na verdade, o grupo de favoritos para o título em 2014 que já tinha a Fúria Espanhola e a Máquina Alemã, agora tem a companhia da Seleção CANARINHO.