sexta-feira, 26 de abril de 2013

Crítica - Homem de Ferro 3

A Marvel Studios realmente não entrou no grande jogo do cinema pop para brincar e Homem de Ferro 3 mostra que este universo criado nos 2 filmes anteriores do “Ferroso”  junto com os filmes do Thor, Capitão América, Hulk e Os Vingadores, transformam esse projeto num dos mais ambiciosos de todos os tempos.

Quem novamente dá a vida ao personagem título é o ótimo Robert Downey Jr (Sherlock Holmes) que está cada vez mais a vontade com o seu personagem, pois pela quarta vez em menos de 6 anos Robert Downey Jr está interpretando o playboy e excêntrico bilionário Tony Stark.

Quem ficou com a responsabilidade de dirigir o filme foi Shane Black com quem Downey Jr já tinha trabalhado no divertido filme policial “Beijos e Tiros”. Shane Black não só dirigiu como também é co-roteirista do filme. Aliás, o diretor acerta em praticamente tudo no filme, pois vemos um Tony Stark mais humano e menos “Super”, e os acontecimentos do final de “Os Vingadores” são totalmente relevantes para o comportamento do herói.
Gwyneth Paltrow está ótima na pele de Pepper Potts e que nesse filme tem uma presença realmente marcante e importante para a trama. Don Cheadle volta a interpretar o personagem Capitão James Rhodes, mas sua armadura não é mais a “Máquina de Combate”,  ele agora é o “Patriota de Ferro”.
O ator Guy Pearce interpreta o cientista Aldrich Killian, fundador de uma empresa chama IMA e que tenta “vender” seu projeto para Tony Stark, porém, quem chega mais próximo em tentar roubar a cena no filme e o grande ator Ben Kingsley (Ghandi, A Invenção de Hugo Cabret) que interpreta o vilão “Mandarin” de forma genial.
Contando com um roteiro não muito complexo e que deixa poucos furos (que é até normal em se tratando de um filme desse gênero), que aposta em diálogos afiados e engraçados toda vez que Tony Stark está em cena (menção especial para os  diálogos entre Tony e o garoto Harley) e  que faz algumas referências aos outros filmes deste Universo Marvel mas explicando de alguma forma a ausência dos outros Vingadores, “Homem de Ferro 3” é o filme da trilogia em que Tony Stark menos aparece com sua armadura, porém isso é um dos pontos fortes do filme. Temos um pouco de 007, Batman e Sherlock Holmes nesse filme, e isso é mostrado com muita competência. O roteiro nos prega algumas surpresas que somente um fã muito xiita de quadrinhos poderá não gostar. Mas o que chamou a minha atenção no roteiro foi a coragem dos produtores e do diretor em tocar em temas como terrorismo, submundo do petróleo e interesses políticos internos sobrepondo a segurança nacional, esses assuntos não são comuns nos filmes da Marvel.

Mesmo com um roteiro não muito complexo, o filme se perde na sua montagem e algumas passagens de tempo soam um tanto inverossímeis.  Sua fotografia é bem feita e os efeitos sonoros e visuais são espetaculares.
Homem de Ferro 3, desde já, é o meu filme preferido da trilogia e que como o primeiro filme do herói, de 2008, que deu o pontapé para a criação desse universo com a então conhecida “Fase 1” da Marvel (Homem de Ferro 1 e 2, Hulk, Thor, Capitão América, Os Vingadores), também dá o pontapé para a “Fase 2” da Marvel nos cinemas que contará também com os filmes: Thor 2 – O Reino Sombrio (Outubro 2013), Capitão América 2 – Soldado Invernal (2014) , Guardiões da Galáxia (Final de 2014) e terminará com Os Vingadores 2 (2015).

 
Homem de Ferro 3 é diversão garantida!


os: Fiquem até o final dos créditos, há uma cena hilária e com a participação bem especial de um personagem do Universo Marvel.


Nota 9,50
 

Marcio Alexander Luciano

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O fim (mesmo que momentâneo) da minha INVEJA...



A inveja é um sentimento nada nobre e que eu estava exercendo com certa frequência nos últimos meses em se tratando de futebol nacional. A explicação para tal sentimento era o que não estava acontecendo com o meu time, o São Paulo FC, dentro e fora dos gramados.
Inveja, pois o Santos (até o momento) conseguiu segurar seu principal jogador e mesmo enfrentando problemas de elenco, ainda está com um time forte e competitivo.  Sua jovem estrela já deixou de ser promessa para se tornar uma realidade mundial. Em relação ao Tricolor, sua estrela foi para a França e está começando a brilhar, tanto nos jogos do Campeonato Francês, quanto na Liga dos campeões. Nossa estrela foi e a do Santos ficou.

Inveja, pois o Corinthians, que antes era motivo de piadas por não ter estádio e títulos internacionais, por ter dirigentes despreparados, por não ser reconhecido fora do Brasil, hoje é o clube mais organizado do futebol Brasileiro e vitorioso dos últimos 2 anos (Campeão Brasileiro, da Libertadores e Mundial). Nesse mesmo período o São Paulo ganhou a Copa Sulamericana, mas sua torcida viu seu time ser eliminado em todos os outros campeonatos. Trocas ininterruptas de treinadores e da comissão técnica também desestabilizaram o Tricolor.
Mas a minha “maior” inveja foi em relação ao Palmeiras. Tive inveja de um time que caiu para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, que está com uma dívida monstruosa, que trocou praticamente toda a sua diretoria, que tem (na grande parte de seu elenco) jogadores de baixo nível técnico, que tem uma torcida organizada violenta e que pensa que manda no clube, tive inveja desse Palmeiras que levou 6 gols do Mirassol... Essa inveja ficou latente no jogo da semana passada pela Libertadores da América entre o Palmeiras e o Libertad do Paraguai. Time e torcida eram uma coisa só, o Pacaembu pulsava na mesma cadência... Foi uma das coisas mais legais que eu já tinha visto em toda a minha vida em se tratando de futebol... Jogadores em seus limites, físico e técnico, a torcida empurrando o Palmeiras, sem descanso, sem parar.

Essa inveja teve seu fim (mesmo que momentâneo) ontem, enquanto o São Paulo estava jogando contra o Atlético Mineiro.
 
Quando o Santista fala que tem um craque que resolve... eu entendi  vendo o Ganso e o Osvaldo jogarem ontem. Quando o Corinthiano diz que não precisa de títulos para ser Corinthiano e sim de um time com raça e que nunca desiste... também entendi. Quando o Palmeirense fala que sua camisa é pesada, seu time tem história e que é importante respeitá-lo...eu também entendi.

Ontem o meu time não ganhou título e nem garantiu título algum, não deu show de técnica ou habilidade, não colocou o time adversário na roda e está longe de ser o melhor time do Brasil na atualidade. Ontem o São Paulo FC devolveu para sua torcida e sua torcida (50 mil pessoas no Morumbi e a maior audiência em jogos de futebol em 2013 na TV) devolveu para o São Paulo FC a verdadeira razão de se torcer por um time de futebol.
Eu realmente fico triste quando conheço alguém que não gosta de futebol ou de algum time...ela está perdendo uma grande chance de sentir emoções que só o futebol proporciona.

 
Marcio Alexander Luciano

sábado, 6 de abril de 2013

Classic Movies: Dança Com Lobos

"Dança Com Lobos" é um filme lançado em 1990 e que teve um custo total de produção de 22 milhões de dólares, mas que teve uma bilheteria de 424 milhões de dólares e ganhou nada mais que 7 Oscars (Melhor Filme, Melhor Diretor,Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora e Melhores Efeitos Sonoros) e que mostrou um pouco da história da tribo indígena Sioux, que foi uma das várias tribos indígenas perseguidas, caçadas e praticamente dizimadas durante a Guerra Civil Norte-Americana.

 Kevin Costner (O Guarda Costas, Os Intocáveis, Robin Hood – O Principe dos Ladrões) é o diretor e protagonista do filme, aliás, “Dança Com Lobos” marca a estreia de Costner como diretor, uma estreia grandiosa e perfeita.  
O filme conta a história do oficial da cavalaria John Durban (Kevin Costner) que mesmo debilitado por graves ferimentos em suas pernas mostra toda a sua coragem e bravura (e um pouco de loucura) em um combate entre as tropas do Sul e do Norte na Guerra Civil, J. Durban é promovido a Tenente e obtém o direito de escolher onde quer servir, e essa escolha é um posto praticamente deserto na fronteira com o México.
A partir da chegada de John Durban a este posto do exército, o filme começa a nos presentear com belas imagens das paisagens do Sul dos Estados Unidos, uma mistura da cor laranja do deserto e do branco de um inverno rigoroso, a fotografia desse filme é uma das mais belas que eu já vi!!!
Próximo ao posto onde Jonh Durban está “montando guarda” estão acampados os Sioux, uma tribo indígena nômade que tira seu sustento principalmente dos raros búfalos selvagens.
John tem a companhia apenas de seu cavalo “Cisco” e de um lobo que o “visita” a todo o momento, e em uma dessas “visitas” deste lobo, o sábio índio Sioux “Pássaro Esperneante” batiza Durban de “Dança com Lobos”, e essa relação de amizade e respeito entre o branco americano e a tribo tem início.
Com ótimas cenas de ação que vão desde uma guerra entre tribos indígenas até a uma perseguição á centenas de búfalos com cavalos nas pradarias Americanas, mas que também tem romance e drama, “Dança Com Lobos” é um marco do cinema da década de 90, pois com seu sucesso de crítica e público, influenciou Hollywood a produzir mais filmes desse gênero.
 
Nota 10
 

Marcio Alexander Luciano

quinta-feira, 28 de março de 2013

...que a dureza do PRÉLIO não tarda!



Está no próprio hino do clube, a palavra “prélio” que tem com sinônimos: luta, batalha, peleja, combate. Seus torcedores, os verdadeiros Palestrinos, já estão cansados e não aguenta mais essa “guerra” de nervos entre diretoria, jogadores, comissão técnica e as organizadas.

O Palmeiras é um gigante do futebol sul-americano e nacional, está praticamente empatado com o Vasco da Gama como a Quarta maior torcida do futebol brasileiro e é um clube que ostenta títulos dos mais importantes como os 8 Campeonatos Brasileiros, 2 títulos da Copa do Brasil e uma Libertadores, isso sem contar os 22 títulos do Campeonato Paulista.

O Palmeirense tem muito com o que se orgulhar de seu time, desde a histórica Academia de Futebol da década de 70 que contava com o maestro Ademir da Guia até um dos times mais espetaculares que eu vi jogar, o Palmeiras dos anos 90, mais precisamente dos anos 93,94,95 e 96......esse time dirigido por Vanderlei Luxemburgo praticava algo parecido com a perfeição!!! Jogadores como Edmundo, Evair, Mazinho, Cafu, Roberto Carlos, Zinho, Velloso, Antonio Carlos, Cesar Sampaio, Muller, etc... formaram um dos times que praticaram o futebol mais belo, ofensivo e letal dos últimos 20 anos, e digo isso com conhecimento de causa pois o “meu” São Paulo cansou de sofrer nas mãos do Palmeiras durante esses anos (tirando é claro os confrontos na Libertadores...hehehe), isso sem falar do time campeão da Libertadores de 1999 de Alex, Paulo Nunes, Junior, Arce, "São" Marcos e Felipão...
Seu verdadeiro torcedor está cansado, pois os exemplos acima são de certa forma recente e na mesma proporção que seus principais rivais (Santos, São Paulo e Corinthians) formaram grupos fortes e competitivos, vencendo principalmente a Libertadores e o Mundial de Clubes, o Palmeirense viu seu clube cair pela 2ª vez para a 2ª divisão do Brasileirão em menos de 10 anos.

O jogo da última quarta-feira (27/03) que ficou marcado pela derrota de 6 a 2 para o pequeno Mirassol é emblemático e ao mesmo tempo autoexplicativo. Por mais que o bom técnico Gilson Kleina diga que confia em seu grupo e que o trabalho está sendo feito de forma correta, o grupo de jogadores (mesmo que fechado com diretoria e comissão técnica) não tem qualidade. Há vários ditados populares que explicam, “sem ovos não dá pra fazer omelete”, “sem limões não se faz limonada” e sem jogadores de qualidade não se faz um grande time, simples assim.

E se tem uma coisa que o Palmeiras não precisa nesse momento é de simplicidade...

........reage Palmeiras, e mostre que de fato, é um campeão!!!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Crítica: Vai Que Dá Certo



A comédia nacional está passando por um dos momentos mais brilhantes dos últimos tempos e isso graças há um grupo específico de humoristas que fazem vídeos, de 3 minutos em média, para a internet, esse grupo é o “Porta dos Fundos”.  Esse grupo começou a lançar vídeos, (dois por semana), em meados de Agosto de 2012 e se tornaram um dos maiores sucessos da história da internet brasileira, sendo que um dos vídeos já está com mais de 5 milhões de visualizações no YouTube.  A citação a estes vídeos não é gratuita, pois Fábio Porchat e Gregório Duvivier estão em “Vai Que Dá Certo” e também são os responsáveis pelos ótimos vídeos do “Porta dos Fundos”.
Fábio Porchart divide o roteiro com Mauricio Farias,que também é o diretor do filme que apresenta 4 amigos falidos, Rodrigo (Danton Mello), os irmãos Amaral (Fábio Porchat) e Vaguinho (Gregório Duvivier) e o professor de inglês Tonico (Felipe Abib), acabaram de chegar aos 30 anos e estão sem nenhuma perspectiva de vida, e isso fica mais latente quando Rodrigo mente para sua mulher e para seu patrão (ele toca piano em um restaurante) e fica até mais tarde com seus amigos numa partida de futebol, com direito a churrasco e karaoke e acaba sendo demitido e sua mulher o expulsa de casa. Mas ei que surge Danilo (Lucio Mauro Filho) que faz uma proposta tentadora para  Rodrigo, dar um golpe de R$ 700.000,00 na transportadora de valores onde trabalha, e para isso ele precisará da ajuda de mais pessoas. Contando também com o ótimo Lucio Mauro, com a bela Natália Lage e com Bruno Mazzeo que faz o papel do “amigo rico” e candidato a vereador Paulo, o filme traz um bom elenco.   
Os irmãos Amaral e Vaguinho tentam sobreviver com uma "quase" falida locadora de DVDs e jogos de videogame, e é nessa locadora onde os diálogos mais engraçados acontecem.
O roteiro é na verdade um fio condutor das cenas de humor e diálogos cheios de referência a cultura pop e que pulam da tela a todo o momento, o que não e necessariamente ruim, pois desde a abertura do filme que é uma homenagem aos jogos clássicos do Atari, até a trilha sonora feita por Branco Mello dos Titãs, mostra que é um filme feito para quem cresceu com a influência dos anos 80 e 90.

Não vá para o cinema pensando em ver uma obra de arte e nem um filme com roteiro impecável e com atuações épicas, vá ao cinema e você verá uma comédia sincera, realmente engraçada e atual.

 
Nota 8.00

 
Marcio Alexander Luciano

quinta-feira, 21 de março de 2013

50 Km, ida e volta...

Essa história verídica aconteceu comigo e um amigo de infância. Tínhamos 14 anos e morávamos em Cafelândia, uma pequena cidade de 10 mil habitantes no Oeste do Paraná.

E por qual motivo contarei essa história? Vocês entenderão no decorrer.
Eu e Leandro éramos doentes (ainda sou..rs) por jogos eletrônicos (videogames e fliperamas), era o auge dos “Arcades” e as lanchonetes e bares em frente ao Colégio Alberto Santos Dumont se enchiam de crianças e adolescentes querendo “zerar” Captain Commando, Golden Axe , Mortal Kombat e etc... Jogos que ficariam em nossas memórias para sempre. Porém, havia um jogo que era uma unanimidade entre a maioria da molecada, STREET FIGTHER 2 !!! Não era apenas um jogo, era O JOGO, e quando soubemos que estavam fazendo um filme dele, ficamos mais felizes do que o Ryu soltando hadouken na cara do Bison!!! E quando foi confirmado que quem iria estrelar o filme era ninguém menos que Jean Claude Van Damme,  não pensamos duas vezes: - Temos que ir pra Cascavel ver o filme no cinema!!!


Sim, Cascavel... Tivemos que ir pra Cascavel, pois em Cafelândia não tinha cinema, e não aguentaríamos esperar pra ver filme em videocassete (o ano era 1995 e os filmes demoravam em média 6 meses para saírem em fita de vídeo).

A distância entre as duas cidades é de 50 km, teríamos que pegar um ônibus na rodoviária de Cafelândia, descer na de Cascavel, pegar um táxi e ir direto para a ÚNICA sala de cinema da região. Antes disso, claro, tivemos que convencer nossos pais a deixarem a gente fazer a pequena aventura, e eles deixaram.

Fizemos tudo certo, dinheiro na mão, passagem comprada, horário da exibição do filme confirmado. Chegamos à rodoviária de Cascavel e já pegamos o taxi. O trajeto até o cinema não foi demorado, porém, quando fomos até a bilheteria para comprar os ingressos fomos informados que o filme em exibição tinha mudado, não era mais STREET FIGTHER e sim Débi & Loide (com Jim Carrey e Jeff Daniels)!!! Não acreditávamos que tínhamos andado 50 Km e não conseguiríamos ver Van Damme e sua turma distribuindo socos e chutes pra todo lado. O que nos restava era apenas ver Débi & Loide, e vimos, e nunca tínhamos rido tanto em nossas vidas, pois estávamos vendo uma das comédias mais engraçadas de todos os tempos.

Assistimos ao filme e fomos em direção à rodoviária de Cascavel, porém, resolvemos voltar a pé, e é claro, nos perdemos!!! Perguntando aqui e ali, conseguimos chegar à bendita rodoviária, e o último ônibus para Cafelândia (do dia), iria sair em menos de 20 minutos..... cheguei em casa e já estava acabando o Fantástico.....

E assim me tornei um doente por CINEMA....

 
Marcio Alexander Luciano

 
os: Depois de alguns meses finalmente assistimos Street Figther, em video, e agradecemos todos os Deuses do Universo por terem nos livrado de um filme tão ruim!!!!

terça-feira, 19 de março de 2013

Crítica: Oz, Mágico e Poderoso



Existem filmes que ficam para sempre na memória das pessoas, obras que se tornam eternas e que se transformam em referências como o clássico “O Mágico de Oz”, filme de 1939.
A referência ao filme de 1939 é necessária, pois “Oz, Mágico e Poderoso” é um prequel , narra fatos que antecedem a história contada em 1939 com Dorothy, o Leão, Homem de Lata e o Espantalho.
Neste prequel dirigido por Sam Raimi (Rápida e Mortal, Trilogia Homem-Aranha, Arraste-me para o Inferno), a terra encantada de Oz está colorida, cheia de vida e muito perigosa. As cenas que antecedem a ida do personagem principal, o mágico charlatão Oscar Diggs, para esse “mundo novo” são ótimas. O filme começa com as cenas em preto e branco (como no filme de 1934), e a transposição para o colorido e com a tela aumentando de tamanho no momento em que Oscar percebe que não está mais no Kansas é uma das coisas mais bonitas que eu já vi no cinema.
Quem interpreta o personagem principal é o ator James Franco (Homem Aranha, 127 Horas, Planeta dos Macacos: A Origem), que mesmo sem ter o carisma de outros astros de sua geração, não compromete e até consegue dar certa graça a seu personagem. Mas as responsáveis pelos melhores momentos no filme são as três ótimas atrizes que interpretam as bruxas Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glinda (Michelle Williams, que está deslumbrantemente perfeita e linda!!!).
Com efeitos especiais espetaculares e com uma linda fotografia nas cenas iniciais em preto e branco, tecnicamente o filme é quase perfeito, mas infelizmente peca em sua montagem e roteiro. Em alguns momentos o filme se arrasta e demora a nos mostrar qual é a real “missão” do mágico e em definir quais bruxas são as vilãs da história. A montagem é um tanto confusa e não conseguimos perceber quanto tempo se passou desde a chegada de Oscar ao mundo de “Oz” até o desfecho da história, porém, o filme é engraçado e cheio de aventuras, com coadjuvantes interessantes e com até certa dose de drama com a Boneca de Porcelana.
“Oz, Mágico e Poderoso” faz várias referências aos personagens do filme de 1939 e tem um final digno e coeso, pois se mantém fiel na ideia de ser um prequel de “O Mágico de Oz”.

Sam Raimi, acostumado a dirigir filmes de terror e de um Super-Herói que fica se pendurando em prédios em Nova Iorque, nos presenteia com um belo filme de aventura e magia, que mesmo não sendo perfeito é uma sincera homenagem a obra de 1939.
 

Nota 9.00
 

Marcio Alexander Luciano

segunda-feira, 18 de março de 2013

Classic Movies: Feitiço do Tempo


As obrigações e deveres do mundo moderno faz com que os dias se tornem cada vez mais parecidos e por mais que nos esforçamos para mudar, rotinas e burocracias nos empurram para uma vida onde o tempo está cada vez mais “relativo” e menos “disponível”.
 Na história de “Feitiço do Tempo” (Groundhog Day), filme lançado em 1993 e dirigido por Harold Ramis (Os Caça Fantasmas 1 e 2), o personagem Phil Connors, interpretado pelo sempre ótimo Bill Murray, é um mesquinho e egocêntrico repórter do tempo de um canal de TV de Pittsburgh e é designado a cobrir um festival de inverno em uma cidadezinha na Pensilvânia. Esta festa na pequena cidade de Punxsutawney é o Dia da Marmota que é comemorado no dia 02 de Fevereiro de todos os anos. Phil é acompanhado pelo seu cinegrafista e pela jovem produtora Rita interpretada pela bela Andie MacDowell.
A festividade consiste em verificar a toca de uma marmota na praça da cidade, se o animal não se assustar com a sombra da pessoa que está em frente à toca e sair, é um sinal que o inverno acabará cedo, porém, se a marmota enxergar a sombra da pessoa em frente a sua toca e não sair, significa que o inverno terá mais 6 semanas.
Phil está cobrindo esta festividade pela quinta vez seguida e não está nem um pouco contente com isso. Ele faz a reportagem e quer voltar no mesmo dia para Pittsburgh, porém, uma forte tempestade de neve atinge a cidade e eles ficam presos em Punxsutawney , forçando-o a passar mais uma noite no pequeno hotel da cidade.
Quando Phil acorda às 6 horas da manhã, percebe que algo está estranho, ele acorda com a mesma música do dia anterior no despertador do rádio, a dona do hotel lhe faz as mesmas perguntas, ele encontra o mesmo “amigo” de infância na rua e tropeça no mesmo buraco na calçada, então ele se dá conta que o dia está se repetindo e que novamente é 02 de Fevereiro.
No começo, Phil mostra incredulidade por estar passando por uma situação bizarra e sem sentido, depois, passa a se aproveitar da situação para levar algumas vantagens e então vem a tristeza por não saber como se livrar dessa condição de estar “preso no tempo”.
Contando com um roteiro afiado e sem furos em um filme onde as repetições das situações devem ser apresentadas com coesão, uma montagem eficiente, uma direção que beira a perfeição e um ótimo elenco, “Feitiço do Tempo” é uma das melhores comédias de todos os tempos.
 

Nota 10
 
Marcio Alexander Luciano

segunda-feira, 11 de março de 2013

Quando a Sétima e a Nona arte se encontram....

Em 1912 o crítico de cinema e teórico italiano Ricciotto Canudo estabeleceu o “Manifesto das Sete Artes (publicado somente em 1923)” numerando todas as formas de arte existentes até aquele período. Daquele “manifesto” em diante o Cinema ficou com a alcunha de SÉTIMA ARTE. Alguns anos mais tarde outras formas de arte foram expostas e apresentadas, e uma delas era a “Banda Desenhada” ou mais popularmente conhecida como História em Quadrinho, que desde então é conhecida pela expressão NONA ARTE.
Duas formas distintas de contar uma história, uma com imagens em movimento, sons, música, etc; e a outra com desenhos e diálogos, de certa forma a NONA ARTE é uma junção da TERCEIRA ARTE (Pintura) com a SEXTA ARTE (Literatura).
O Cinema que sempre se alimentou de todas as outras artes, agora solidifica um novo gênero de filme a partir dos Quadrinhos. Temos dramas, comédias, aventuras, filmes de ação, western, musicais, romances, etc... e temos também filmes de HQ (História em Quadrinho).
Se começarmos a listar todos os filmes, bons e ruins, que foram realizados baseados em uma HQ certamente a maioria das pessoas que não estão familiarizadas com o tema “quadrinhos” iria se espantar. Mesmo assim listarei alguns: Superman, Batman, Smurfs, Howard – O Super Pato, 300 de Esparta, Kick Ass, O Máscara, O Fantasma, Constantine, Motoqueiro Fantasma, Conan O Bárbaro, Quarteto Fantástico, O Justiceiro, V de Vingança, Sin City, Blade – O Caçador de Vampiros, X-Men, Homem Aranha, Spawn, Dredd, Hellboy, Watchmen, Homem de Ferro, Hulk, Capitão América, Thor, O Procurado, Demolidor – O Homem sem Medo, Elektra, Van Helsing, Lanterna Verde, Os Vingadores... e tem muito mais.
Para muitos, Hollywood está sofrendo de uma grave crise criativa e então está sugando esse novo gênero até o seu limite, para outros (me incluo..rs) o Cinema, Americano, está finalmente acabando com o pré-conceito de que filmes baseados em quadrinhos são de baixa qualidade artística e que além de gerar boas histórias dão um grande retorno financeiro para os estúdios.
Como qualquer gênero de filmes, os baseados em HQs também tiveram seus maus exemplos e as bombas Lanterna Verde, Homem Aranha 3, Elektra e Wolverine Origens estão aí para eu não mentir. Porém, filmes como Homem Aranha II (Sam Raimi), Batman  - O Cavaleiro das Trevas (Nolan), Os Vingadores (Joss Whedon) e X-Men Primeira Classe(Matthew Vaughn),  sucessos de crítica e público em todo mundo, provam que realmente é possível fazer ótimos filmes com essa temática.
Um gênero que está mais forte a cada ano, que chama a atenção de grandes atores, diretores premiados e dos maiores estúdios e produtores já é uma realidade e Hollywood já entendeu o recado.

 
Marcio Alexander Luciano

terça-feira, 5 de março de 2013

A Justiça Seletiva dos Pontos Corridos ou a Democrática Injustiça dos Mata-Matas?


Quando os pontos corridos foram estabelecidos, a partir de 2003, no Campeonato Brasileiro de futebol eu tinha total convicção de que a CBF estava fazendo a coisa certa, pois os exemplos vindos da Europa com seus campeonatos espetaculares, cheios de craques e com estádios lotados em praticamente todos os jogos me faziam crer que o futebol brasileiro estava seguindo o melhor caminho e seu principal campeonato teria um belo “upgrade”.
Depois de 10 campeonatos disputados nesse formato eu sou obrigado a admitir que eu estava errado, pois no Brasil, um campeonato nacional em pontos corridos não é e dificilmente será justo. A tal justiça no Brasileirão não se faz somente com o campeão sendo o mais regular em 38 rodadas, “fez a melhor campanha o ano todo...mereceu”, ou “é um time com um plantel invejado, como tem opções o seu técnico??!!”, ou então “é campeão pois foi o time que mais investiu em contratações...”, um campeonato é justo quando todos os times tem a MESMA oportunidade e condições, coisa que não acontece no Brasil.
Nos grandes centros populacionais (SP, Interior de SP e RJ) os times desses estados largam na frente no quesito “barganha” com emissoras de TV e futuros patrocinadores, pois toda empresa ou rede de televisão quer ser lembrada ou vista pelo maior número de pessoas possíveis, e é nesse ponto da “barganha” que esses times conseguem, junto a TV (Globo), uma maior quota de dinheiro referente a transmissões dos jogos e o uso da imagem.
E o que isso tem haver com “Justiça ou Injustiça dos Pontos Corridos???” Eu respondo: Tudo!
Desde a primeira edição do Brasileirão nesse formato, o único time que foi campeão e que não é Carioca e nem Paulista foi o Cruzeiro –MG, e esse título aconteceu logo no primeiro campeonato, o de 2003. Os 9 campeonatos seguintes foram vencidos por Santos (2004), Corinthians (2005), São Paulo (2006,2007,2008), Flamengo (2009), Fluminense (2010), Corinthians (2011) e Fluminense (2012). Times de MG, PR e RS, desempenharam nesse período, algumas boas campanhas ou regulares, mas dificilmente brigando por título.

O exemplo a seguir é esclarecedor. O Botafogo, que em 2011 terminou o Brasileirão em 9° lugar com 56 pontos e que fez tudo errado tanto na administração do clube e do estádio Engenhão, nas contratações e que não teve apoio maciço de sua torcida (praticamente não tem sócio torcedores e péssima média de público) além de ter um lucro no final do ano maior que o Coritiba (outro time que usarei nesse exemplo), ficou apenas uma posição abaixo do Coxa e com 1 ponto a menos. O time paranaense, desde que retornou para a primeira divisão, tem feito todo o possível para manter uma postura profissional tanto na administração do clube quanto na política de contratações e tem um dos melhores planos de sócio-torcedor do Brasil. Enquanto um clube faz praticamente tudo errado o outro trabalha no seu limite administrativo e financeiro de forma correta e exemplar e no campo a diferença num campeonato de “pontos corridos” é de 1 mísero ponto!!?? E é claro, este time também ficou distante de uma possível luta por títulos ou vaga para uma Libertadores.
Num mundo ideal, onde um Campeonato de Pontos Corridos seja realmente justo, ele deve começar com a distribuição dos valores vindos da TV mais próxima possível do “igualitário” entre todos os 20 times da Primeira Divisão.
Somente um campeonato de mata-mata é capaz de fazer um Londrina (1979) e um Operário-MS (1977) disputarem uma semifinal de Brasileirão.
Em um campeonato de “Mata-Mata” a justiça está em democratizar a injustiça.


Marcio Alexander Luciano