domingo, 30 de junho de 2013

Crítica: Superman - O Homem de Aço


Em 1998 a Marvel Entertainment lançava o filme “Blade – O Caçador de Vampiros”, baseado nos quadrinhos do super-herói caçador de vampiros e monstros. Esse filme que custou 45 milhões de dólares e teve uma receita de 130 milhões de dólares foi a semente plantada na cabeça de produtoras, grandes estúdios e diretores para que mais filmes desse mesmo gênero fossem produzidos, e depois de grandes sucessos e alguns fracassos de crítica e bilheteria, chegamos a “O Homem de Aço”. O filme que colocaria Superman (o maior e mais popular super-herói dos quadrinhos) de volta ao Cinema, uma tarefa das mais complicadas.
Dirigido por Zack Snyder (Watchtmen, 300) e produzido por Christopher Nolan (Trilogia Batman O Cavalheiro das Trevas), “O Homem de Aço” é um filme que insere o Superman nos dias atuais e por mais fantástica que seja a história de um bebê extraterrestre que é enviado a outro planeta por seus pais, pois seu planeta natal está prestes e explodir, o filme é o mais “real” possível. Não que o conceito de realidade seja primordial para qualquer filme, muito pelo contrário, porém, o mundo onde um Superman totalmente humano, bondoso e até certo ponto ingênuo não existe mais e é nesse mundo mais sério, pesado e cruel que ele é inserido.
Esqueçam tudo que vocês já viram sobre o personagem nos cinemas, pois apesar de usa elementos básicos da mitologia do Herói, usa da liberdade criativa dos roteiristas e do diretor para mudar e acrescentar alguns conceitos. Desde a origem de tudo em Krypton (Planeta Natal), até suas motivações e desejos. 
O ator Henry Cavill (Imortais,  interpreta Clark Kent/Superman e não deixa a desejar em nenhum momento e faz com que esqueçamos a atuação desastrosa de Brandon Routh em Superman Returns de 2006. Cavill está bastante a vontade interpretando um Homem de Aço sisudo e que ainda está buscando seu lugar na sociedade.
Com um elenco estelar que conta com Russell Crowe (Gladiador) que faz o papel de Jor-El, o pai biológico de Clark Kent e com Kevin Costner (Dança com Lobos) que faz o papel de Jonathan Kent, o pai adotivo de Clark, os dois personagens são de extrema importância para a trama e cada um ao seu modo, são responsáveis pela formação do caráter do Superman.
A icônica jornalista do Planeta Diário e interesse romântico de Clark Kent, Lois Lane, foi interpretada pela linda e ótima atriz Amy Adams (Encantada, Os Muppets, O Mestre) que não é de hoje que vem sendo elogiada pela crítica especializada (e pelo público em geral) mais por seu talento do que por sua beleza.
Michael Shannon é o vilão General Zod que é um Kryptoniano que foi exilado junto com seus subordinados na Zona Fantasma (uma espécie de prisão atemporal) por traição contra o Conselho de Krypton, mas que após a destruição do Planeta, conseguiram se libertar.
O filme de mais de duas horas mostra a origem, parte de sua infância e adolescência, passando pela maturidade, até chegar aos seus 33 anos, idade que passa a ter mais importância durante a projeção, pois é uma das várias comparações e referências Cristãs que são nos fornecidas, pois desde a uma conversa com um padre numa igreja onde sua imagem está praticamente sobreposta a imagem de Jesus Cristo num vitral, até aos próprios dilemas e questionamentos que Clark se impõe referente à qual seu papel na Terra e quanto ele pode interferir na vida de todos.
Essa busca por respostas coincide com a chegada de Zod a Terra que quer vingança contra o único do sangue da casa de “EL” ainda vivo (Zod é inimigo de Jor-EL) e também quer de alguma forma salvar o seu povo, mesmo que com isso a Terra seja dizimada.
Com um roteiro que prima por contextualizar e deixar todos os assuntos mais claros possíveis e que não dá margem para aprofundarmos psicologicamente em nenhum outro personagem a não ser Clark Kent/Superman, ele peca em alguns momentos por ser tão didático e menos emocional. A montagem do filme ajuda a manter essa característica urgência que a história se desenrola, e na última parte do filme a luta final entre Superman e Zod é colossal, épica e devastadora.  Nunca se viu algo parecido nos Cinemas. 
Com uma fotografia mais pesada e sombria na maior parte do tempo, contrastando apenas com as imagens claras e coloridas dos Flashbacks de Clark quando criança, ela mantém o tom didático do filme.
Os efeitos visuais são espetaculares, desde a recriação do Planeta Krypton com sua tecnologia única e seus animais alados bizarros, até as cenas de luta do Superman contra Zod e seus subordinados. Repito, a luta final é de uma grandiosidade e perfeição nunca vista. O 3D não acrescenta em nada, podem assistir a versão normal mesmo e pagar a metade do preço do ingresso que não vão perder nada. 
“O Homem de Aço” é um grande filme, não é perfeito, mas coloca a Warner/Dc Comics de volta a briga contra a poderosa Marvel Studios. A dúvida que fica é a seguinte: Terá a Warner/DC Comics coragem de dar um passo a mais e colocar todo seu panteão de personagens nesse mesmo Universo ?
A semente do Universo DC Comics no Cinema foi plantada, basta regá-la com boas ideias, roteiros bem feitos, bons elencos e grandes diretores.

Nota 9,50


Marcio Alexander Luciano

sábado, 29 de junho de 2013

Crítica: Guerra Mundial Z


Zumbis, estamos acompanhando um período dentro da cultura pop mundial que já foi dominado por vampiros, lobisomens, extraterrestres, cowboys, etc, mas que hoje é dominado por zumbis. Mortos-Vivos que andam por aí sem consciência, emoções, sentimentos, e que só querem uma coisa, consumir carne humana.
“Guerra Mundial Z” trás algo de novo para um assunto que estava quase em seu limite criativo e que por isso já se torna um filme com grandes qualidades.
Dirigido por Marc Forster (007 Quantum Of Solace, O Caçador de Pipas) e produzido e estrelado pelo astro Brad Pitt, “Guerra Mundial Z” é um filme baseado no livro “World War Z” de Max Brooks lançado em 2006 que narra a história de um funcionário da ONU que viaja o mundo entrevistando pessoas que se salvaram de uma epidemia zumbi.
O filme toma pra si a ideia central do livro, mas ao invés de mostrar o personagem de Brad Pitt entrevistando pessoas 10 anos após o fim da “Guerra”, o insere no meio da ação e dos acontecimentos.
Brad Pitt interpreta o ex-agente da ONU Gerry Lane que é especialista em ações humanitárias em ambientes de guerra. Gerry é convocado pela ONU e o governo Americano para ajudar a investigar o motivo da epidemia e o ponto de origem da infestação zumbi, e assim tentar encontrar a cura ou uma vacina para a epidemia, ele viaja aos quatro cantos do mundo com a ajuda de soldados treinados e um cientista, uma espécie de 007 da ONU. Brad Pitt, para variar um pouco, está impecável, sua interpretação é sem exageros, eficiente e econômica.

Ao contrário dos filmes e séries sobre o mesmo tema, os zumbis desse filme são letais e apresentam um perigo nunca antes visto e as hordas de zumbis que formam verdadeiros tsunamis de mortos-vivos derrubando paredes e escalando prédios atrás de carne humana assustam e impressionam. Os efeitos visuais convencem e ao mesmo tempo ajudam a manter o nível de tensão exigido num filme de zumbis.
Com uma montagem eficiente e que acompanha cronologicamente os acontecimentos e com um roteiro sem grandes furos (mas que tem seus erros) o filme não perde a tensão que fica mais evidente na terceira e última parte onde a correria desenfreada nos dois atos iniciais é substituída por um grande suspense.
“Guerra Mundial  Z” estreou muito bem em todo mundo, fazendo com que seus produtores confirmassem sua continuação para 2015. Brad Pitt que sempre um ótimo ator e de grandes filmes, até hoje não tem uma franquia para dizer que é sua e “Guerra Mundial Z” veio para mudar isso.
As histórias sobre apocalipse zumbi nunca serão a mesma depois de “Guerra Mundial Z”, temos uma nova e definitiva referência sobre o assunto.

Nota 9,50


Marcio Alexander Luciano

Crítica: Star Trek - Além da Escuridão


Chegou o mês de junho e com ele chegaram os filmes “arrasa quarteirão” do cinema Americano. Os filmes de verão (como são chamados por lá) tendem a serem os de maior bilheteria no ano, logo, são filmes voltados para um público mais abrangente, é a temporada de filmes “pipoca” ou filmes para toda a família. E é nesse contexto que “Star Trek – Além da Escuridão” se enquadra.
“Além da Escuridão” é uma continuação do ótimo filme lançando em 2009 e também dirigido pelo mesmo J.J. Abrams (Séries Lost e Fringe, Super 8) que mostra o mesmo carinho e cuidado por personagens tão cultuados e queridos em todo mundo a mais de 40 anos.
Os tripulantes da Enterprise  continuam os mesmos com Chris Pine cada vez mais a vontade interpretando um Capitão Kirk que continua brilhante e ao mesmo tempo irresponsável , já Zachary Quinto é o Comandante Spock e sua interpretação é definitiva e perfeita para tal personagem. Zachary e Pine formam uma dupla com uma química absurda e a história desse filme gira em torno da consolidação da bela amizade entre Spock e Kirk, e essa “química” se vê presente em todas as interações entre os dois personagens.
Karl Urban que retorna no papel do Dr Leonard McCoy e a bela e ótima atriz Zoe Saldaña que interpreta a Tenente Uhura completam a lista de personagens com maior relevância na história.
Uma boa história de Sci-Fi tem que ter um grande vilão, e é ele que brilha nesse filme. O ator inglês Benedict Cumberbatch (O Sherlock Holmes da Série da BBC inglesa) mostra todo seu potencial e o motivo de já ser considerado um dos maiores atores da nova geração. Seu vilão (Spoiler, o vilão é o Khan) é realmente ameaçador.
O filme tem um ótimo roteiro e tudo se encaixa perfeitamente, da motivação por vingança pelo vilão contra a Frota Estelar, até as escolhas e decisões dos heróis.
Tecnicamente é um dos mais belos filmes que já vi, com efeitos visuais espetaculares retratando planetas isolados com formas de vida ainda não tão inteligentes (a cena inicial é simplesmente genial) e cenas de ação de tirar o fôlego. A Fotografia do filme é bastante eficiente e a montagem é um dos pontos fortes do filme que consegue manter a atenção do expectador tanto nos momentos mais calmos quanto nas cenas de ação.
J.J. Abrams nos presenteia com mais um ótimo filme dessa série que (antes de 2009) estava condenada ao esquecimento, Abrams deu um novo gás a Star Trek , além de produzir filmes rentáveis economicamente e com ótimas bilheterias.
Vida longa e próspera á Star Trek.

Nota 9,75


Marcio Alexander Luciano

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Bem Vindo Brasileirão 2013


Neste próximo sábado (25/05) dará início o Campeonato Brasileiro 2013 que contará com Grêmio, Internacional, Criciúma, Atlético Paranaense, Coritiba, São Paulo, Santos, Corinthians, Portuguesa, Ponte Preta, Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Bahia, Vitória, Náutico e Goiás.

Mantendo o formato de pontos corridos onde os 20 times se enfrentam em turno e returno (38 rodadas) e que terá seu final somente no início de Dezembro, o Brasileirão 2013 promete ser mais equilibrado que as edições anteriores.

O atual campeão Fluminense se mantém como um dos favoritos ao título desse ano, pois manteve a base do ano passado e tem um grupo de jogadores que são “especializados” em campeonatos longos, Fred, Deco, Thiago Neves e Diego Cavalieri são os pilares desse grupo.

Esse grupo de favoritos ao título conta também com Atlético Mineiro e Corinthians.

O primeiro é o time do momento e conta com o quarteto Ronaldinho Gaúcho, Bernard, Jô e Diego Tardelli, que no momento é o ataque mais rápido e entrosado do futebol brasileiro, mas que também conta com os ótimos volantes Pierre e Leandro Donizete. O Galo vem forte nesse Brasileirão.

 Já o Corinthians é o time com mais “cara de pontos corridos” entre todos os 20. O atual campeão da Libertadores tem um grande grupo e o melhor técnico do Brasil. O time titular é o mais equilibrado do Brasil e querendo ou não, Alexandre Pato será titular desse time e se o Timão conseguir segurar os volantes Paulinho e Ralf e contando com os meias Danilo e Renato Augusto e os atacantes Emerson Sheik e Guerrero, será o time a ser batido nessa edição.

Considero realmente esses três times os favoritos ao título, porém, o futebol nos apresenta surpresas e times que, são no momento, apenas bons ou competitivos, podem se tornar favoritos ou com uma ou duas contratações e com um técnico certo podem almejar mais do que “somente” uma vaga para a Libertadores 2014. Nesse grupo intermediário eu coloco o Grêmio, Internacional, Cruzeiro, São Paulo e Botafogo.

A dupla Gre-Nal está forte e ainda se reforçando; jogadores como Elano, Dalessandro, Forlan, Zé Roberto, Dida, Juan, Kleber, Cris, André Santos e os técnicos Luxemburgo e Dunga trazem muita experiência e força para os dois times.

O Cruzeiro desse ano está “mais mineiro” do que nunca e praticamente ninguém ouviu e viu muita coisa sobre o time Celeste de BH. A Raposa contratou jogadores que foram campeões onde passaram como Dagoberto, Borges, Diego Souza e Dedé. O Cruzeiro montou um belo time.

O São Paulo manteve a base do time campeão da Copa Sulamericana do ano passado e contratou alguns jogadores que se destacaram no Paulistão desse ano, mas a espinha dorsal do time são os jogadores R. Ceni, Lúcio, Jadson, PH Ganso, Osvaldo e Luis Fabiano (se continuar).

O Botafogo é um “semi-favorito”, pois é o único time que não sofreu mudanças em relação ao grupo de 2012, manteve o técnico Oswaldo de Oliveira e contando com os jogadores Jefferson, Bolivar, Renato, Marcelo Mattos e o craque Seedorf, o Botafogo pode surpreender principalmente pelo seu conjunto.

Sou capaz de afirmar que o campeão de 2013 será um dos 8 times citados até agora.

O Santos, que não sabe se vende o Neymar agora ou somente após a Copa de 2014, e que está completamente sem foco, tem bons jogadores em seu elenco e um técnico acostumado a ganhar campeonatos de pontos corridos,  é uma completa incógnita.

Coritiba, Flamengo e Ponte Preta são times que não sofrerão com o risco do rebaixamento, porém, no momento, vejo pouca força neles para um algo a mais.

Posso cravar que entre os 8 times restantes, Vasco, Atlético Paranaense, Criciúma, Bahia, Vitória, Náutico, Goiás e Portuguesa, estarão os 4 rebaixados.

 
Que comece logo esse Brasileirão e que mesmo sendo longo e num formato que já não mais me agrada, é o melhor campeonato de todos.

 
Marcio Alexander Luciano

domingo, 12 de maio de 2013

Atlético Mineiro x Corinthians ... O Futebol merece que esse encontro aconteça!



Os dois melhores times brasileiros do momento precisam se enfrentar em um mata-mata e isso pode acontecer na semifinal da Libertadores desse ano. O Futebol e todos os brasileiros que gostam do esporte (antes do clubismo) merecem ver esse encontro se realizar.
Os torcedores do Galo e os Corinthianos estão vivendo um momento especial, pois estão vendo seus times se tornarem os mais temidos nos gramados da América Latina e que por um detalhe de tabela e cruzamentos não poderão realizar a final principal competição de clubes Sulamericanos, porém há uma grande probabilidade se enfrentarem na semifinal e sou capaz de cravar que isso realmente acontecerá, pois não vejo Velez, Boca Juniors, Palmeiras e Tijuana capazes de eliminarem tanto um quanto outro.

Este Atlético Mineiro 2012/2013 está sendo considerado por grande parte da imprensa esportiva de Minas e do Brasil como um dos maiores (ou até o maior) time de toda sua história, e eu concordo. O time todo é bastante equilibrado, seu banco de reservas é de grande qualidade e o Técnico Cuca está com o time nas mãos. O time titular (Victor, Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva, Richarlysson, Pierre, Leandro Donizete, Ronaldinho Gaúcho, Bernard, Diego Tardelli e Jô) manteve a base vice campeã do Brasileirão de 2012 e ainda contratou Josué, Gilberto Silva e Alecssandro, isso sem contar os outros reservas do time. O Galo joga numa intensidade absurda tanto no ataque que tem uma movimentação desenfreada, mas não desorganizada, de Bernard, Tardeli e R. Gaúcho e que tem, a todo o momento, as subidas do bom lateral direito Marcos Rocha, enquanto Richarlysson não sobe tanto, porém, Pierre e Leandro Donizete parecem que nunca cansam e sobem para o ataque e voltam para cobrir laterais e zagueiros, com a maior naturalidade. É assombroso o que esses dois volantes estão jogando. Sem esquecer Jô, para eu que não conseguia enxergar grandes qualidades nesse centroavante que está perfeito como o “pivô” do ataque do Galo e fazendo gols decisivos.

 Já o Corinthians 2012/2013 que ganhou os principais títulos nos últimos tempos é o time mais “cascudo” do Brasil. Não será fácil ver esse time perder um jogo com mais de 1 gol de diferença. Esse Timão é forte em tudo que há de mais importante no futebol atual, pois é técnico, é concentrado, tem foco, tem equilíbrio e tem jogadores e uma comissão técnica com mentalidade vencedora. O time titular (Cássio, Alessandro, Gil, Paulo André, Fábio Santos, Ralf, Paulinho, Danilo, Romarinho, Emerson Sheik e Guerrero) é tão ou mais forte quanto o time que ganhou o Mundial de 2012 e seu técnico Tite (para mim o melhor do Brasil) ainda tem jogadores como Edenilson, Douglas, Renato Augusto e Chicão como opções no banco. Mas a principal “opção” no banco Corinthiano é o ótimo atacante Alexandre Pato que não demorará muito e será titular no lugar de bom jogador Romarinho.  O Corinthians joga num esquema que mistura o Ferrolho Suiço (uma defesa quase intrasponível) e com um pouco daquilo que o Barcelona faz que é tentar manter a posse de bola a todo custo. O Corinthians não dá chutão, desde o goleiro Cássio até os zagueiros e volantes. Impossível encontrar em qualquer outro time brasileiro uma dupla de volantes tão entrosada e jogando um futebol tão moderno e eficaz quanto Ralf e Paulinho. Contando com um jogador como o Danilo que nasceu para decidir grandes jogos e tem grande técnica e com um ataque que conta com Emerson Sheik e Guerrero, dois atacantes que jogam muito e quem vieram com um bônus, são “iluminados” e adoram um jogo importante de mata-mata.

Imaginar os dois jogos, o primeiro num Pacaembu lotado e o segundo no estádio Independência abarrotado, seria sensacional......tomara  que os “Deuses do Futebol” permitam que esse confronto aconteça.


 Marcio Alexander Luciano

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Classic Movies: Alien - O 8° Passageiro

A genialidade do diretor Ridley Scott começou a ser revelada para todos os amantes do cinema com essa obra-prima de Ficção/Suspense de 1979 chamada “Alien – O 8° Passageiro”.
“Alien” é aquele tipo de filme que dá prazer em apreciar todos os diálogos, ângulos, trilha sonora, etc. Cada cena, cada enquadramento de câmera são de uma perfeição absurda, e como se não bastasse, as atuações de todos os atores são espetaculares.


A história se passa no futuro, o ano é 2037, quando a tripulação da nave de extração mineral intergalática NOSTROMO “acorda” de uma espécie de hibernação e descobrem que a nave não seguiu a rota pré-estipulada para retornar ao planeta Terra, pois seu sistema “Mãe” (computador de bordo da nave) detectou um chamado de “ajuda” oriundo de um pequeno planeta que se encontrava próximo a rota da NOSTROMO.
Os 7 tripulantes da nave decidem então “descer” até o pequeno planeta e lá encontram algo que deveria nunca ter sido, digamos que, “despertado”.    

Estrelado pela então jovem Sigourney Weaver (Nas Montanhas dos Gorilas, Os Caça-Fantasmas, Avatar) que não sentiu a pressão de ser a protagonista de um filme de ficção e de grande orçamento (papéis que até então eram destinados somente para homens), ela foi perfeita, mas não brilhou sozinha, pois todos os outros 6 atores estão perfeitos também. 
Com efeitos especiais absurdamente espetaculares para um filme feito a 34 anos atrás (ganhou o Oscar de efeitos visuais de 1979) efeitos visuais que que não vemos em filmes feitos nos dias atuais, com montagem, fotografia, cenários e roteiro impecáveis, “Alien” é sem duvida alguma um dos principais filmes da história do cinema mundial, pois Ridley Scott mostrou uma nova forma de fazer filmes, forma essa que até hoje vários diretores renomados tomam como referência.

Para quem ainda não assistiu esse filme, ou para quem já viu, mas há muito tempo atrás, eu recomendo assistir novamente e não me sinto no direito de escrever sobre as “surpresas” que ele guarda, são tão bem feitas e magistrais que seria uma maldade imensa estraga-las.

"Alien" é um raro caso de filme que se pode dizer que é perfeito.
 
 Nota 10

 
Marcio Alexander Luciano

 
os: depois de rever “Alien” tenho que repensar as notas dadas a outros filmes...rsrs

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Crítica: Somos Tão Jovens


Uma viagem aos primórdios do Rock Brasileiro, do Rock de Brasília, das bandas do “DF”, mas toda ela centrada em seu principal e mais talentoso personagem: Renato Russo.
Todo ambientado entre o final dos anos 70 e o início dos anos 80 “Somos Tão Jovens” narra não só parte da história de Renato como também parte da rica história das primeiras bandas de Rock de Brasília.
A direção ficou a cargo de Antônio Carlos da Fontoura que acertou no tom do filme, leve e eficaz, e com pitadas de drama (sem exagero) em momentos específicos.
Quem dá vida a Renato Russo é o bom ator Thiago Mendonça, que em “2 Filhos de Francisco” interpretou o cantor Luciano. Thiago novamente faz um belo trabalho compondo o personagem com desenvoltura e naturalidade, da forma de dançar no palco até o jeito de falar e cantar, tá tudo lá, é o Renato Russo.
Contado também com bons atores coadjuvantes como a atriz Laila Zaid que interpreta a personagem Ana Claudia (principal “amiga” de Renato) e de Marcos Breda que faz o personagem do pai de Renato, como também os jovens atores que interpretaram outros grandes nomes do Rock Nacional.
A história conta o início de Renato Russo na música, de seus gostos literários e musicais, da descoberta do Punk-Rock inglês e o surgimento de sua primeira banda, o “Aborto Elétrico” e o caminho que ele teve que seguir até chegar a “Legião Urbana”, tudo isso recheado com festas em palácios de embaixadores, shows em garagens e em pequenos bares e brigas que movimentavam o “mercado” das bandas. O filme trás também, de forma delicada, mas não superficial, as dúvidas e incertezas sobre sua orientação sexual e o relacionamento com a sua melhor “amiga” Ana Claudia.
Pecando somente em alguns diálogos que num primeiro momento soam mecânicos e arranjados para dar uma espécie de “explicação” para o surgimento de letras da Legião Urbana e do Aborto Elétrico.
O filme é feito especialmente para os fãs de Renato Russo, das bandas de Brasília, do Rock Nacional, mas é praticamente impossível não se emocionar com a penúltima cena do filme, sendo fã da banda ou não.

Uma história que precisava ser contada nos cinemas, e que foi contada da melhor forma possível.

Vida longa á Legião Urbana, vida longa á Renato Russo, vida longa ao Rock Nacional.
 

Nota 9.5
 
Marcio Alexander Luciano

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Crítica - Homem de Ferro 3

A Marvel Studios realmente não entrou no grande jogo do cinema pop para brincar e Homem de Ferro 3 mostra que este universo criado nos 2 filmes anteriores do “Ferroso”  junto com os filmes do Thor, Capitão América, Hulk e Os Vingadores, transformam esse projeto num dos mais ambiciosos de todos os tempos.

Quem novamente dá a vida ao personagem título é o ótimo Robert Downey Jr (Sherlock Holmes) que está cada vez mais a vontade com o seu personagem, pois pela quarta vez em menos de 6 anos Robert Downey Jr está interpretando o playboy e excêntrico bilionário Tony Stark.

Quem ficou com a responsabilidade de dirigir o filme foi Shane Black com quem Downey Jr já tinha trabalhado no divertido filme policial “Beijos e Tiros”. Shane Black não só dirigiu como também é co-roteirista do filme. Aliás, o diretor acerta em praticamente tudo no filme, pois vemos um Tony Stark mais humano e menos “Super”, e os acontecimentos do final de “Os Vingadores” são totalmente relevantes para o comportamento do herói.
Gwyneth Paltrow está ótima na pele de Pepper Potts e que nesse filme tem uma presença realmente marcante e importante para a trama. Don Cheadle volta a interpretar o personagem Capitão James Rhodes, mas sua armadura não é mais a “Máquina de Combate”,  ele agora é o “Patriota de Ferro”.
O ator Guy Pearce interpreta o cientista Aldrich Killian, fundador de uma empresa chama IMA e que tenta “vender” seu projeto para Tony Stark, porém, quem chega mais próximo em tentar roubar a cena no filme e o grande ator Ben Kingsley (Ghandi, A Invenção de Hugo Cabret) que interpreta o vilão “Mandarin” de forma genial.
Contando com um roteiro não muito complexo e que deixa poucos furos (que é até normal em se tratando de um filme desse gênero), que aposta em diálogos afiados e engraçados toda vez que Tony Stark está em cena (menção especial para os  diálogos entre Tony e o garoto Harley) e  que faz algumas referências aos outros filmes deste Universo Marvel mas explicando de alguma forma a ausência dos outros Vingadores, “Homem de Ferro 3” é o filme da trilogia em que Tony Stark menos aparece com sua armadura, porém isso é um dos pontos fortes do filme. Temos um pouco de 007, Batman e Sherlock Holmes nesse filme, e isso é mostrado com muita competência. O roteiro nos prega algumas surpresas que somente um fã muito xiita de quadrinhos poderá não gostar. Mas o que chamou a minha atenção no roteiro foi a coragem dos produtores e do diretor em tocar em temas como terrorismo, submundo do petróleo e interesses políticos internos sobrepondo a segurança nacional, esses assuntos não são comuns nos filmes da Marvel.

Mesmo com um roteiro não muito complexo, o filme se perde na sua montagem e algumas passagens de tempo soam um tanto inverossímeis.  Sua fotografia é bem feita e os efeitos sonoros e visuais são espetaculares.
Homem de Ferro 3, desde já, é o meu filme preferido da trilogia e que como o primeiro filme do herói, de 2008, que deu o pontapé para a criação desse universo com a então conhecida “Fase 1” da Marvel (Homem de Ferro 1 e 2, Hulk, Thor, Capitão América, Os Vingadores), também dá o pontapé para a “Fase 2” da Marvel nos cinemas que contará também com os filmes: Thor 2 – O Reino Sombrio (Outubro 2013), Capitão América 2 – Soldado Invernal (2014) , Guardiões da Galáxia (Final de 2014) e terminará com Os Vingadores 2 (2015).

 
Homem de Ferro 3 é diversão garantida!


os: Fiquem até o final dos créditos, há uma cena hilária e com a participação bem especial de um personagem do Universo Marvel.


Nota 9,50
 

Marcio Alexander Luciano

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O fim (mesmo que momentâneo) da minha INVEJA...



A inveja é um sentimento nada nobre e que eu estava exercendo com certa frequência nos últimos meses em se tratando de futebol nacional. A explicação para tal sentimento era o que não estava acontecendo com o meu time, o São Paulo FC, dentro e fora dos gramados.
Inveja, pois o Santos (até o momento) conseguiu segurar seu principal jogador e mesmo enfrentando problemas de elenco, ainda está com um time forte e competitivo.  Sua jovem estrela já deixou de ser promessa para se tornar uma realidade mundial. Em relação ao Tricolor, sua estrela foi para a França e está começando a brilhar, tanto nos jogos do Campeonato Francês, quanto na Liga dos campeões. Nossa estrela foi e a do Santos ficou.

Inveja, pois o Corinthians, que antes era motivo de piadas por não ter estádio e títulos internacionais, por ter dirigentes despreparados, por não ser reconhecido fora do Brasil, hoje é o clube mais organizado do futebol Brasileiro e vitorioso dos últimos 2 anos (Campeão Brasileiro, da Libertadores e Mundial). Nesse mesmo período o São Paulo ganhou a Copa Sulamericana, mas sua torcida viu seu time ser eliminado em todos os outros campeonatos. Trocas ininterruptas de treinadores e da comissão técnica também desestabilizaram o Tricolor.
Mas a minha “maior” inveja foi em relação ao Palmeiras. Tive inveja de um time que caiu para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, que está com uma dívida monstruosa, que trocou praticamente toda a sua diretoria, que tem (na grande parte de seu elenco) jogadores de baixo nível técnico, que tem uma torcida organizada violenta e que pensa que manda no clube, tive inveja desse Palmeiras que levou 6 gols do Mirassol... Essa inveja ficou latente no jogo da semana passada pela Libertadores da América entre o Palmeiras e o Libertad do Paraguai. Time e torcida eram uma coisa só, o Pacaembu pulsava na mesma cadência... Foi uma das coisas mais legais que eu já tinha visto em toda a minha vida em se tratando de futebol... Jogadores em seus limites, físico e técnico, a torcida empurrando o Palmeiras, sem descanso, sem parar.

Essa inveja teve seu fim (mesmo que momentâneo) ontem, enquanto o São Paulo estava jogando contra o Atlético Mineiro.
 
Quando o Santista fala que tem um craque que resolve... eu entendi  vendo o Ganso e o Osvaldo jogarem ontem. Quando o Corinthiano diz que não precisa de títulos para ser Corinthiano e sim de um time com raça e que nunca desiste... também entendi. Quando o Palmeirense fala que sua camisa é pesada, seu time tem história e que é importante respeitá-lo...eu também entendi.

Ontem o meu time não ganhou título e nem garantiu título algum, não deu show de técnica ou habilidade, não colocou o time adversário na roda e está longe de ser o melhor time do Brasil na atualidade. Ontem o São Paulo FC devolveu para sua torcida e sua torcida (50 mil pessoas no Morumbi e a maior audiência em jogos de futebol em 2013 na TV) devolveu para o São Paulo FC a verdadeira razão de se torcer por um time de futebol.
Eu realmente fico triste quando conheço alguém que não gosta de futebol ou de algum time...ela está perdendo uma grande chance de sentir emoções que só o futebol proporciona.

 
Marcio Alexander Luciano

sábado, 6 de abril de 2013

Classic Movies: Dança Com Lobos

"Dança Com Lobos" é um filme lançado em 1990 e que teve um custo total de produção de 22 milhões de dólares, mas que teve uma bilheteria de 424 milhões de dólares e ganhou nada mais que 7 Oscars (Melhor Filme, Melhor Diretor,Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora e Melhores Efeitos Sonoros) e que mostrou um pouco da história da tribo indígena Sioux, que foi uma das várias tribos indígenas perseguidas, caçadas e praticamente dizimadas durante a Guerra Civil Norte-Americana.

 Kevin Costner (O Guarda Costas, Os Intocáveis, Robin Hood – O Principe dos Ladrões) é o diretor e protagonista do filme, aliás, “Dança Com Lobos” marca a estreia de Costner como diretor, uma estreia grandiosa e perfeita.  
O filme conta a história do oficial da cavalaria John Durban (Kevin Costner) que mesmo debilitado por graves ferimentos em suas pernas mostra toda a sua coragem e bravura (e um pouco de loucura) em um combate entre as tropas do Sul e do Norte na Guerra Civil, J. Durban é promovido a Tenente e obtém o direito de escolher onde quer servir, e essa escolha é um posto praticamente deserto na fronteira com o México.
A partir da chegada de John Durban a este posto do exército, o filme começa a nos presentear com belas imagens das paisagens do Sul dos Estados Unidos, uma mistura da cor laranja do deserto e do branco de um inverno rigoroso, a fotografia desse filme é uma das mais belas que eu já vi!!!
Próximo ao posto onde Jonh Durban está “montando guarda” estão acampados os Sioux, uma tribo indígena nômade que tira seu sustento principalmente dos raros búfalos selvagens.
John tem a companhia apenas de seu cavalo “Cisco” e de um lobo que o “visita” a todo o momento, e em uma dessas “visitas” deste lobo, o sábio índio Sioux “Pássaro Esperneante” batiza Durban de “Dança com Lobos”, e essa relação de amizade e respeito entre o branco americano e a tribo tem início.
Com ótimas cenas de ação que vão desde uma guerra entre tribos indígenas até a uma perseguição á centenas de búfalos com cavalos nas pradarias Americanas, mas que também tem romance e drama, “Dança Com Lobos” é um marco do cinema da década de 90, pois com seu sucesso de crítica e público, influenciou Hollywood a produzir mais filmes desse gênero.
 
Nota 10
 

Marcio Alexander Luciano