terça-feira, 20 de agosto de 2013

O Eixo do Mal


Sempre que ouço o termo “Eixo do Mal” ser dito durante uma conversa sobre futebol brasileiro, logo imagino o exército de Darth Vader invadindo o estado do Paraná com sua nave “Estrela da Morte” (no formato do logotipo da Rede Globo) e destruindo o estádio do Pinheirão e formando ali mesmo o seu novo "cartel general" para dar continuidade ao seu plano terrível de destruir o Futebol Paranaense..... e dominar o mundo.
O texto acima soa infantil, bobo e até mesmo exagerado, mas é realmente o que eu acho sobre esse assunto.
Parto pelo princípio que se você gosta de futebol (mas poderia ser vôlei, basquete, fut. americano, hóquei no gelo, basebol, etc) e torce por um time, mas tem certeza que vitórias e derrotas são arranjadas por árbitros com interesses escusos e da “grande mídia”......você está fazendo isso errado. Não há lógica em ir para o estádio, comprar camisa, perder tempo e saúde (física e psicológica) em algo que você não acredita.
O que difere o Futebol de todos os outros esportes é a capacidade única que o Futebol tem que é de nos surpreender. Tanto para o bem quanto para o mal. E o erro dos juízes fica mais evidente nesses casos, pois não há meio termo. É certo ou errado. Sim ou não? Dentro ou fora da área? Impedido? Se jogou ou foi derrubado? Mão na bola ou bola na mão? Era pra cartão? Só 3 de acréscimos? E se fosse contra o Corinthians? Contra o Flamengo? “Tinha que ser do Eixo.......”
É raso imaginar que há um grande complô contra o Futebol Paranaense. E estou dando o exemplo do Paraná, pois moro nesse estado desde os meus 2 anos de idade e estou em Curitiba desde 1998. Nunca imaginei existir tamanho complexo de perseguição quanto os torcedores de Coritiba, Atlético Paranaense e Paraná Clube tem em relação a Globo, CBF, Juízes de Futebol e a imprensa em geral (que não é daqui de Curitiba).
Tenho grandes “senões” contra a Globo que tem muito poder, a CBF que está cada vez mais na lama, aos árbitros mau preparados e amadores, a imprensa esportiva cada vez menos esportiva e cada vez mais parecida com revista de fofoca. Mas dizer que há um “EIXO DO MAL” (repitam “eixo do mal” três vezes seguida e em voz alta, no mínimo é bizarro....rsrs) e que os times do Rio de Janeiro e São Paulo são, na maiorias das vezes, beneficiados por decisões erradas de juízes é de uma pretensão sem tamanho.

Erros acontecem a todo o momento, em todos os lugares, desde o escritório até no campo de futebol, e gente escrota, mal intencionada e desonesta também pode estar no escritório ou podem estar com uma roupa de cor diferente dentro de um campo de futebol e com um apito na boca. Pessoas honestas e desonestas existem em todos os lugares, e achar que só por que a pessoa nasceu do outro lado do rio Paranapanema ou por que ela fala “chiado” e gosta de funk é indício de pertencer a um “EIXO DO MAL” que quer impedir que o Futebol Paranaense cresça e se torne uma verdadeira potência é tão pequeno e preconceituoso que me faz acreditar que o Brasil nunca se tornará um país realmente evoluído. Enquanto as pessoas continuarem a achar que o lugar onde nasceram ou vivem é mais importante que sua própria índole, ainda teremos gente que classificará empresas, cidadãos, estados, cidades, culturas, etc....como “Eixos do Mal” por simplesmente não ser do “Eixo do Bem” que é esse lugar lindo onde tudo é perfeito e todos são honestos, e trabalhadores, cultos, e pessoas de família e ...................................................pois é ............... não é o “Eixo” que é do mal, é o MAL que está no EIXO das pessoas. 

Marcio Alexander Luciano

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Crítica: Círculo de Fogo



Nos bons e áureos anos 80 os países Latino-Americanos foram bombardeados por desenhos animados e séries japonesas. Gigante Guerreiro Daileon, Gogofives, Comando Estelar Flashmans, Changemans, Jiraya, Black Kamen Riders, Jaspion e para as gerações mais novas, já nos anos 90, o seriado americano Power Rangers. Um mundo cheio de ação, melodrama, efeitos especiais duvidosos, monstros de borracha, ninjas com roupas coloridas e robôs gigantes com suas espadas colossais e prédios destruídos como se fossem de papelão (na verdade, realmente eram de papelão), esse mundo era fantástico e divertido. E diversão é o que “Círculo de Fogo” mais tem a nos oferecer.
Dirigido pelo genial mexicano Guillermo Del Toro (Blade II, HellBoy I e II, O Labirinto do Fauno) que também foi influenciado pelos filmes e seriados japoneses dos anos 60 e 70 de Kaijus (monstros gigantes estilo Godzilla), juntou todas essas referências citadas e montou o filme mais divertido e empolgante dessa temporada de Blockbusters americano.
Del Toro escreveu, dirigiu e produziu “Círculo de Fogo” e isso mostra o carinho e a importância dada por ele para esse projeto, seu estilo e sua forma de fazer filme estão impressa em cada cena que vai dos equipamentos já gastos e enferrujados pelo tempo de uso, até a sua capacidade quase ilimitada de criar monstros cada vez mais originais, vide ”Hellboy” e “O Labirinto do Fauno”.
A história se passa em um futuro próximo, 10 anos após o primeiro incidente, onde todos os países foram obrigados a se unirem para enfrentar monstros alienígenas gigantescos (com mais de 30 metros) que de tempos em tempos surgem de uma fenda no fundo do Oceano Pacífico, mais precisamente, no Círculo de Fogo do Pacífico. Os humanos chegam à conclusão que a única forma de combater e destruir esses monstros são com “monstros” de aço, robôs gigantes, mas para pilotar esses robôs é necessário pelo menos dois pilotos e eles precisam ter uma espécie de “elo psíquico” para conseguirem controlar e desferirem os golpes dos robôs.

Contando com um bom elenco, o filme trás um hilário Ron Perlman (Hellboy e a série Sons Of Anarchy) que faz o papel de um contrabandista de órgãos e partes dos monstros abatidos e também com Idris Elba (Thor, Prometheus, O Gangster) que faz um general linha dura e que comanda toda a “frota” de robôs. Mas quem rouba a cena é o ótimo ator Charlie Hunnam mais conhecido como Jax Teller da ótima série Sons of Anarchy. Charlie tem sua primeira chance como protagonista de um grande filme e não faz feio. Seu personagem traz uma boa carga dramática e Charlie não perde a mão.
Tecnicamente o filme é perfeito, pois tudo que o Transformers de Michel Bay era pra ser, “Círculo de Fogo” é. Por mais que você esteja vendo um monstro de 30 metros lutando com um “Megazord” nas ruas de Hong Kong, você consegue crer que aquilo tudo, dentro desse universo fantástico, é real. Dos efeitos visuais a direção de arte, tudo é muito bem elaborado.
Com um roteiro que não é brilhante, mas que não deixa grandes pontas e é eficiente por mostrar esse mundo fantástico de forma coesa e com uma montagem que não deixa o filme perder o fôlego (do início ao fim a mil por hora!!!), “Círculo de Fogo” é a mais bela homenagem que as séries e filmes japoneses de monstros e robôs gigantes poderia ter.

Nota 9,75


Marcio Alexander Luciano 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Crítica: Wolverine Imortal


O tema “imortalidade” move o mundo, e não é de hoje. Seja a imortalidade física, com o sonho de cientistas em prolongar a vida ou a imortalidade “espiritual”, algo que desde os tempos mais remotos e em todas as civilizações, a humanidade sempre buscou. A carne morre, mas a alma (dependendo de sua religião ou crença) segue para onde você acreditar.
Logan/Wolverine (Hugh Jackman) é um mutante que tem, além de um exoesqueleto de adamantium, o fator de cura. Não fica doente, não envelhece, suas feridas se cicatrizam em segundos, não morre.
Em “Wolverine Imortal” Logan está afastado de todos e de tudo, vivendo isolado nas montanhas do Canadá como um eremita. Ele ainda está muito abalado com os acontecimentos vistos no filme “X-Men III, O Confronto Final” e pesadelos com seu grande amor, Jean Grey (a linda Famke Janssen) acentua sua tristeza.
O filme começa com uma lembrança de Logan da Segunda Guerra Mundial quando o mesmo salva um soldado japonês (do ataque nuclear Norte-Americano a Nagasaki) e esse ato trará consequências no futuro do personagem.
Em grande parte do filme, Wolverine perde temporariamente seus poderes de cura e isso faz com que ele comece a encarar a morte de outra forma, juntando a isso, o reencontro com o soldado salvo na guerra (agora um bilionário do ramo da bioquímica e tecnologia) que lhe faz uma proposta absurda e ao mesmo tempo resolveria seus problemas, faz com que esse seja o filme em que o mutante mais famoso dos X-Men se destaque.
Wolverine Imortal é de longe superior ao famigerado “Wolverine Origens” e está no mesmo nível de X-Men 2, o melhor filme da franquia dos mutantes. As duas primeiras partes do filme são ótimas, mas infelizmente perde um pouco do fôlego na parte final, que não chega a surpreender e chega a ser óbvia, mas nada que prejudique o trabalho do diretor James Mangold (Johnny e June, Os Indomáveis, Encontro Explosivo).

Não é o filme definitivo de Wolverine, mas é uma grata e bela surpresa.

Os: A cena pós-créditos é a melhor CENA PÓS-CRÉDITOS de todos os filmes de personagens de histórias em quadrinhos já feita. É simplesmente a  introdução do filme X-Men Dias de um Futuro Esquecido, que estreará em 2014. (Quase chorei...rsrs)

Nota 9,0


Marcio Alexander Luciano

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Pênalti e o Jogo da Minha Vida

     No videogame parece tão fácil...

O ano era 1996 e o Colégio Alberto Santos Dumont (um dos 2 Colégios de Cafelândia-PR) estava com suas equipes de Futebol, Basquete e Vôlei prontas para mais uma edição dos Jogos Escolares do Paraná -Fase Regional. Pelo 3° ano seguido eu estava fazendo parte do time de Futebol, representando a Cidade e o Colégio e éramos os atuais bicampeões da fase regional (algo inédito para a cidade e que causava certa ciumeira por parte das equipes de vôlei e basquete), porém, os torneios anteriores foram disputados com nascidos em 1978 e 1979 respectivamente e como eu sou de 1980 e participei, ora como titular, ora como reserva desses torneios, já tinha certa “experiência”, logo, maior responsabilidade.
Herdei a camisa 10 do craque do time dos anos anteriores, Cleber Morreto era o meia-esquerda clássico, dificilmente errava um passe e tinha uma bomba na perna direita, mas como tinha nascido em 79, não podia disputar os "Jogos". O Prof. Marcos, nosso técnico, me tirou da ponta esquerda e me incumbiu de ser o meia armador do time, pois tinha lá um pouco de habilidade na perna esquerda e meus passes e lançamentos eram bons, mas meu forte mesmo era a tal da bola parada.
Eu era o batedor de escanteios, faltas de pequenas e médias distâncias e de pênaltis (nos treinos de pênaltis meu aproveitamento era realmente muito bom).
Então fomos para Itaipulândia, sede dos “Jogos” de 1996, uma pequena e rica cidade do Oeste Paranaense banhada pela represa da usina de Itaipu. E foi nesses “Jogos” que aconteceu “O Jogo da Minha Vida”.
Passamos facilmente pela primeira fase e em 1° lugar do grupo, 4 jogos e 4 vitórias, melhor ataque e melhor defesa.
Mas sabíamos que o sorteio deu uma facilitada para nosso time, pois no outro grupo tinha nada menos que Iguatu e Capitão Leônidas Marques, dois times muito bons.
Os “Jogos” eram disputados no verão, em horários como 11hs, 14hs, 15hs, etc, e em uma cidade ao lado da maior represa do mundo (o campo era realmente ao lado!!!), logo, todos os jogos eram disputados em um calor infernal.
Nunca tive grande preparo físico, mas nesses jogos eu estava correndo muito, mas, disputar 5 jogos em 7 dias naquela situação era muito pesado.
Pegamos o time de Capitão Leônidas Marques na semifinal, e esse foi “O Jogo”.
A semifinal começou com um gol de Capitão Leônidas Marques com menos de 5 minutos e logo pensei: “Será que vão se vingar??!!”. Eliminamos esse mesmo time no ano anterior, também nas semifinais e com um gol de pênalti nos acréscimo, eles estavam mordidos.
Então começou o milagre de Vander “O Padeiro”. Vander era nosso goleiro e trabalhava como padeiro em uma panificadora em Cafelândia. Era um bom goleiro, mas nesse jogo ele se superou. Depois de sofrermos o gol, Vander salvou nosso time em pelo menos 5 lances. Era impressionante!!! Tinha descido o Taffarel nele e isso fez com que nosso time acordasse.
Conseguimos empatar o jogo num lance bizarro. Era final do 1° tempo e eu chutei uma bola do bico da grande área, nem foi tão forte e nem tão no canto,mas o goleiro deles espalmou pra fora. Eu já estava cansado e o escanteio era do outro lado, Günter, o meia direita do nosso time fez sinal pedindo para cobrar o escanteio, eu concordei (pensei: vou ficar na entrada da área, se sobrar, eu chuto), foi então que o lance bizarro aconteceu. Günter cobrou o escanteio com bastante efeito, o goleiro deles saiu todo estabanado, a bola bateu na nuca do zagueiro adversário, encobriu o goleiro, a bola bateu na trave, e entrou no gol.
 1 a 1 e final do 1° tempo.
Juro que não lembro direito do 2° tempo. Estávamos cansados e nenhum dos 2 times teve grandes chances de ganhar o jogo.
Então veio a prorrogação e mais 30 minutos. Nosso time estava mais cansado que o deles, (eu não conseguia mais correr, somente andar em campo), mas conseguimos levar o jogo para os pênaltis.
O juiz deu uns 10 minutos para descansarmos, mas não consegui relaxar, pois o Prof Marcos logo chegou perto de mim e disse: - Marcinho, você vai bater o 1° pênalti!!! Isso eu realmente  não esperava, pois na estreia dos “Jogos” tivemos um pênalti a nosso favor (estávamos ganhado o jogo por 5 a 0) e eu bati esse pênalti. Foi a pior cobrança da história!!! Chutei só grama e terra e a bola foi quicando para o meio do gol. Lembro de ver o goleiro rindo enquanto a bola ainda estava “quicando no gramado” antes dele encaixá-la. Minha sorte que aquele jogo já estava ganho, mas não consegui tirar aquela cobrança da cabeça. Era como se eu tivesse visto a mesma cena umas 500 vezes em menos de 10 minutos! Uma tortura sem fim!!!
Então os times se posicionaram no meio do campo e eu fui cobrar o pênalti, pois para ajudar, nosso time começaria as cobranças.
A caminhada do meio do campo até a marca do pênalti foi a coisa mais próxima de “eterna” que eu presenciei ou senti. Eu estava tremendo, mas também estava concentrado e sabia da responsabilidade daquela cobrança (lembrando: eu tinha 15 anos e aquilo foi a “minha Copa do Mundo”). Quando peguei a bola e coloquei na marca da cal eu já tinha decidido o que iria fazer: bateria o pênalti de chapa, forte, rasteira e no canto esquerdo do goleiro. Foi o que eu fiz, mas a bola não saiu tão forte como eu pretendia....
 
Se a caminhada até a marca do pênalti foi “eterna”, o tempo literalmente PAROU no exato momento que chutei a bola.

A bola foi rasante e tocou no chão somente uma vez antes de relar na mão do goleiro, bater na trave....e entrar.

O mundo tinha acabado de sair de cima das minhas costas.



Cumprimentei nosso goleiro, dei boa sorte e voltei rindo feito um bobo para o meio de campo.

A disputa por pênaltis foi para as cobranças alternadas. E vencemos. Estávamos classificados para a final.

E a final ?

Essa fica para outro dia....


Marcio Alexander Luciano

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Classic Movies: Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças



“Quão feliz é o destino de um inocente sem culpa
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecido
Brilho eterno de uma mente sem lembranças
Toda prece é ouvida, toda graça é alcançada...”

Esse é um trecho do poema “Eloisa to Abelard” do poeta Inglês Alexander Pope e desse poema o grande roteirista Charlie Kaufman (Quero Ser John Malkovich, Adaptação) criou a história de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”.

Se você tivesse a oportunidade de recomeçar sua vida, sem traumas, desilusões, tristezas, desamores, rancores, etc , mesmo que sua mente apagasse os melhores momentos de sua vida, incluindo a sua grande e momentânea paixão, você aceitaria que sua memória fosse apagada? Agora, se você soubesse que seu grande amor apagou toda e qualquer lembrança tua e que não restou nada mais do que um grande vácuo na mente dessa pessoa e que para ela (ou ele) você se tornou em um completo nada?!  

Nessa espetacular história dirigida pelo francês Michel Gondry (A Natureza Quase Humana, Besouro Verde, Rebobine Por Favor), a vida amorosa do casal Joe Barish (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet) é contada de uma forma peculiar e de uma das formas mais originais da história do Cinema atual.
O filme passa quase que completamente dentro da mente de Joe Barish, pois após descobrir que sua amada Clementine passou por um processo inovador de “apagamento de memória”, Joe decide por fazer o mesmo.
Com um roteiro genial e que alterna cenas de flashbacks da vida do casal, como o começo do romance, a paixão florescendo, as primeiras brigas, os desencontros e diferenças, como também a luta da mente de Joe por manter as lembranças de Clementine durante o processo de “apagamento de memória”.

 Mas o brilhantismo do roteiro não para por aí, pois todos os outros personagens da história são desenvolvidos de forma bastante interessante, com seus questionamentos e personalidades. Completam o elenco a atriz Kirsten Dunst e os atores Mark Ruffalo, Elijah Hood e todos são funcionários da clínica psiquiátrica que oferece o serviço de “apagamento de memória” e são chefiados pelo Doutor Howard (Tom Wilkinson). As cenas na clínica são cheias de detalhes e que enriquecem a trama, como cena em que uma senhora está entrando na sala do Dr Howard carregando uma caixa repleta de objetos e acessórios para cachorro, mostrando que a dor de uma perda e que a saudade não tem regras.

Com a interpretação da vida de Jim Carrey e com mais um show da ótima Kate Winslet, um roteiro tão bom que ganhou o Oscar em 2004, uma montagem perfeita, uma fotografia linda e que retrata o sentimento dos personagens, suas emoções e dúvidas (como a bela e emocionante cena no lago congelado) e com efeitos especiais eficazes, “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” é para mim, o melhor filme da década de 2000 até 2009. 

Abram a cabeça e tenham certeza que esse filme nunca sairá de sua memória. 

Nota 10


Marcio Alexander Luciano

segunda-feira, 1 de julho de 2013

BRASIL, Campeão da Pré-Copa do Mundo 2013

      Imagem: r7.com

A Seleção Brasileira não somente se tornou Tetracampeã da Copa das Confederações como também nos deu mostras do que pode acontecer na Copa do Mundo de 2014 e a vitória sobre a Espanha na final foi o ápice dessa “pré Copa do Mundo” que o Brasil disputou.

 Para ganhar uma Copa do Mundo, uma seleção precisa jogar pelo menos 7 partidas (3 na fase de grupos), oitavas, quartas, semi e a final. Foi o que a Seleção fez nos últimos 30 dias e contra seleções importantes. Vou tomar como exemplo a Espanha campeã do Mundo de 2010 e que fez os seguintes jogos, em ordem: Espanha 0 x 1 Suíça, Espanha 2 x 0 Honduras, Espanha 2 x 1 Chile, Espanha 1 x 0 Portugal, Espanha 1 x 0 Paraguai, Espanha 1 x 0 Alemanha , Espanha 1 x 0 Holanda. Foram 5 vitórias em tempo normal, 1 vitória na prorrogação (Final contra a Holanda) e a derrota contra a Suíça na primeira partida.
 A Copa das Confederações está longe de ser comparada a uma Copa do Mundo, em competitividade, qualidade técnica e importância, porém, se analisarmos todas as partidas disputadas pela Seleção desde o amistoso contra a Inglaterra na reabertura do Maracanã até a final contra os espanhóis, teremos jogos que poderiam facilmente ter feito parte de uma campanha de título mundial.
Tomarei a liberdade de imaginar um “grupo da morte” em uma Copa do Mundo fictícia com Brasil, Inglaterra, França e Japão (e assim manter a sequência dos 7 jogos disputados pelo Brasil nesse mês).
Brasil 2 x 2 Inglaterra, Brasil 3 x 0 França, Brasil 3 x 0 Japão.
Agora, imaginamos uma Oitavas de Final contra a seleção que nos tirou o Ouro em Londres: Brasil 2 x 0 México
A quarta de final contra um dos nossos maiores rivais: Brasil 4 x 2 Itália
A semifinal contra um rival histórico e atual campeão da Copa América: Brasil 2 x 1 Uruguai
E a final contra a atual bicampeã europeia e campeã mundial: Brasil 3 x 0 Espanha

Esses jogos foram reais, mas, infelizmente para nós Brasileiros, não faziam parte de uma Copa do Mundo e é exatamente isso que Felipão deve deixar claro para seus jogadores.
A Seleção mostrou que tem sim capacidade técnica, união e vontade para ganhar a próxima Copa, basta a CBF manter esse elo, que se formou entre torcida e time, com amistosos regulares nos estádios onde serão disputados os jogos do Mundial e contra seleções de grande nível técnico (eu tentaria amistosos contra Alemanha, Argentina, Holanda e Colômbia). Esses amistosos além de manter o clima de Lua de Mel com a torcida manteria a Seleção jogando em nível “Hard” por mais tempo.


A Seleção Brasileira jogou como há muito tempo não jogava e me fez crer que o Hexa não será algo impossível de se conquistar no ano que vêm e que na verdade, o grupo de favoritos para o título em 2014 que já tinha a Fúria Espanhola e a Máquina Alemã, agora tem a companhia da Seleção CANARINHO. 

domingo, 30 de junho de 2013

Crítica: Superman - O Homem de Aço


Em 1998 a Marvel Entertainment lançava o filme “Blade – O Caçador de Vampiros”, baseado nos quadrinhos do super-herói caçador de vampiros e monstros. Esse filme que custou 45 milhões de dólares e teve uma receita de 130 milhões de dólares foi a semente plantada na cabeça de produtoras, grandes estúdios e diretores para que mais filmes desse mesmo gênero fossem produzidos, e depois de grandes sucessos e alguns fracassos de crítica e bilheteria, chegamos a “O Homem de Aço”. O filme que colocaria Superman (o maior e mais popular super-herói dos quadrinhos) de volta ao Cinema, uma tarefa das mais complicadas.
Dirigido por Zack Snyder (Watchtmen, 300) e produzido por Christopher Nolan (Trilogia Batman O Cavalheiro das Trevas), “O Homem de Aço” é um filme que insere o Superman nos dias atuais e por mais fantástica que seja a história de um bebê extraterrestre que é enviado a outro planeta por seus pais, pois seu planeta natal está prestes e explodir, o filme é o mais “real” possível. Não que o conceito de realidade seja primordial para qualquer filme, muito pelo contrário, porém, o mundo onde um Superman totalmente humano, bondoso e até certo ponto ingênuo não existe mais e é nesse mundo mais sério, pesado e cruel que ele é inserido.
Esqueçam tudo que vocês já viram sobre o personagem nos cinemas, pois apesar de usa elementos básicos da mitologia do Herói, usa da liberdade criativa dos roteiristas e do diretor para mudar e acrescentar alguns conceitos. Desde a origem de tudo em Krypton (Planeta Natal), até suas motivações e desejos. 
O ator Henry Cavill (Imortais,  interpreta Clark Kent/Superman e não deixa a desejar em nenhum momento e faz com que esqueçamos a atuação desastrosa de Brandon Routh em Superman Returns de 2006. Cavill está bastante a vontade interpretando um Homem de Aço sisudo e que ainda está buscando seu lugar na sociedade.
Com um elenco estelar que conta com Russell Crowe (Gladiador) que faz o papel de Jor-El, o pai biológico de Clark Kent e com Kevin Costner (Dança com Lobos) que faz o papel de Jonathan Kent, o pai adotivo de Clark, os dois personagens são de extrema importância para a trama e cada um ao seu modo, são responsáveis pela formação do caráter do Superman.
A icônica jornalista do Planeta Diário e interesse romântico de Clark Kent, Lois Lane, foi interpretada pela linda e ótima atriz Amy Adams (Encantada, Os Muppets, O Mestre) que não é de hoje que vem sendo elogiada pela crítica especializada (e pelo público em geral) mais por seu talento do que por sua beleza.
Michael Shannon é o vilão General Zod que é um Kryptoniano que foi exilado junto com seus subordinados na Zona Fantasma (uma espécie de prisão atemporal) por traição contra o Conselho de Krypton, mas que após a destruição do Planeta, conseguiram se libertar.
O filme de mais de duas horas mostra a origem, parte de sua infância e adolescência, passando pela maturidade, até chegar aos seus 33 anos, idade que passa a ter mais importância durante a projeção, pois é uma das várias comparações e referências Cristãs que são nos fornecidas, pois desde a uma conversa com um padre numa igreja onde sua imagem está praticamente sobreposta a imagem de Jesus Cristo num vitral, até aos próprios dilemas e questionamentos que Clark se impõe referente à qual seu papel na Terra e quanto ele pode interferir na vida de todos.
Essa busca por respostas coincide com a chegada de Zod a Terra que quer vingança contra o único do sangue da casa de “EL” ainda vivo (Zod é inimigo de Jor-EL) e também quer de alguma forma salvar o seu povo, mesmo que com isso a Terra seja dizimada.
Com um roteiro que prima por contextualizar e deixar todos os assuntos mais claros possíveis e que não dá margem para aprofundarmos psicologicamente em nenhum outro personagem a não ser Clark Kent/Superman, ele peca em alguns momentos por ser tão didático e menos emocional. A montagem do filme ajuda a manter essa característica urgência que a história se desenrola, e na última parte do filme a luta final entre Superman e Zod é colossal, épica e devastadora.  Nunca se viu algo parecido nos Cinemas. 
Com uma fotografia mais pesada e sombria na maior parte do tempo, contrastando apenas com as imagens claras e coloridas dos Flashbacks de Clark quando criança, ela mantém o tom didático do filme.
Os efeitos visuais são espetaculares, desde a recriação do Planeta Krypton com sua tecnologia única e seus animais alados bizarros, até as cenas de luta do Superman contra Zod e seus subordinados. Repito, a luta final é de uma grandiosidade e perfeição nunca vista. O 3D não acrescenta em nada, podem assistir a versão normal mesmo e pagar a metade do preço do ingresso que não vão perder nada. 
“O Homem de Aço” é um grande filme, não é perfeito, mas coloca a Warner/Dc Comics de volta a briga contra a poderosa Marvel Studios. A dúvida que fica é a seguinte: Terá a Warner/DC Comics coragem de dar um passo a mais e colocar todo seu panteão de personagens nesse mesmo Universo ?
A semente do Universo DC Comics no Cinema foi plantada, basta regá-la com boas ideias, roteiros bem feitos, bons elencos e grandes diretores.

Nota 9,50


Marcio Alexander Luciano

sábado, 29 de junho de 2013

Crítica: Guerra Mundial Z


Zumbis, estamos acompanhando um período dentro da cultura pop mundial que já foi dominado por vampiros, lobisomens, extraterrestres, cowboys, etc, mas que hoje é dominado por zumbis. Mortos-Vivos que andam por aí sem consciência, emoções, sentimentos, e que só querem uma coisa, consumir carne humana.
“Guerra Mundial Z” trás algo de novo para um assunto que estava quase em seu limite criativo e que por isso já se torna um filme com grandes qualidades.
Dirigido por Marc Forster (007 Quantum Of Solace, O Caçador de Pipas) e produzido e estrelado pelo astro Brad Pitt, “Guerra Mundial Z” é um filme baseado no livro “World War Z” de Max Brooks lançado em 2006 que narra a história de um funcionário da ONU que viaja o mundo entrevistando pessoas que se salvaram de uma epidemia zumbi.
O filme toma pra si a ideia central do livro, mas ao invés de mostrar o personagem de Brad Pitt entrevistando pessoas 10 anos após o fim da “Guerra”, o insere no meio da ação e dos acontecimentos.
Brad Pitt interpreta o ex-agente da ONU Gerry Lane que é especialista em ações humanitárias em ambientes de guerra. Gerry é convocado pela ONU e o governo Americano para ajudar a investigar o motivo da epidemia e o ponto de origem da infestação zumbi, e assim tentar encontrar a cura ou uma vacina para a epidemia, ele viaja aos quatro cantos do mundo com a ajuda de soldados treinados e um cientista, uma espécie de 007 da ONU. Brad Pitt, para variar um pouco, está impecável, sua interpretação é sem exageros, eficiente e econômica.

Ao contrário dos filmes e séries sobre o mesmo tema, os zumbis desse filme são letais e apresentam um perigo nunca antes visto e as hordas de zumbis que formam verdadeiros tsunamis de mortos-vivos derrubando paredes e escalando prédios atrás de carne humana assustam e impressionam. Os efeitos visuais convencem e ao mesmo tempo ajudam a manter o nível de tensão exigido num filme de zumbis.
Com uma montagem eficiente e que acompanha cronologicamente os acontecimentos e com um roteiro sem grandes furos (mas que tem seus erros) o filme não perde a tensão que fica mais evidente na terceira e última parte onde a correria desenfreada nos dois atos iniciais é substituída por um grande suspense.
“Guerra Mundial  Z” estreou muito bem em todo mundo, fazendo com que seus produtores confirmassem sua continuação para 2015. Brad Pitt que sempre um ótimo ator e de grandes filmes, até hoje não tem uma franquia para dizer que é sua e “Guerra Mundial Z” veio para mudar isso.
As histórias sobre apocalipse zumbi nunca serão a mesma depois de “Guerra Mundial Z”, temos uma nova e definitiva referência sobre o assunto.

Nota 9,50


Marcio Alexander Luciano

Crítica: Star Trek - Além da Escuridão


Chegou o mês de junho e com ele chegaram os filmes “arrasa quarteirão” do cinema Americano. Os filmes de verão (como são chamados por lá) tendem a serem os de maior bilheteria no ano, logo, são filmes voltados para um público mais abrangente, é a temporada de filmes “pipoca” ou filmes para toda a família. E é nesse contexto que “Star Trek – Além da Escuridão” se enquadra.
“Além da Escuridão” é uma continuação do ótimo filme lançando em 2009 e também dirigido pelo mesmo J.J. Abrams (Séries Lost e Fringe, Super 8) que mostra o mesmo carinho e cuidado por personagens tão cultuados e queridos em todo mundo a mais de 40 anos.
Os tripulantes da Enterprise  continuam os mesmos com Chris Pine cada vez mais a vontade interpretando um Capitão Kirk que continua brilhante e ao mesmo tempo irresponsável , já Zachary Quinto é o Comandante Spock e sua interpretação é definitiva e perfeita para tal personagem. Zachary e Pine formam uma dupla com uma química absurda e a história desse filme gira em torno da consolidação da bela amizade entre Spock e Kirk, e essa “química” se vê presente em todas as interações entre os dois personagens.
Karl Urban que retorna no papel do Dr Leonard McCoy e a bela e ótima atriz Zoe Saldaña que interpreta a Tenente Uhura completam a lista de personagens com maior relevância na história.
Uma boa história de Sci-Fi tem que ter um grande vilão, e é ele que brilha nesse filme. O ator inglês Benedict Cumberbatch (O Sherlock Holmes da Série da BBC inglesa) mostra todo seu potencial e o motivo de já ser considerado um dos maiores atores da nova geração. Seu vilão (Spoiler, o vilão é o Khan) é realmente ameaçador.
O filme tem um ótimo roteiro e tudo se encaixa perfeitamente, da motivação por vingança pelo vilão contra a Frota Estelar, até as escolhas e decisões dos heróis.
Tecnicamente é um dos mais belos filmes que já vi, com efeitos visuais espetaculares retratando planetas isolados com formas de vida ainda não tão inteligentes (a cena inicial é simplesmente genial) e cenas de ação de tirar o fôlego. A Fotografia do filme é bastante eficiente e a montagem é um dos pontos fortes do filme que consegue manter a atenção do expectador tanto nos momentos mais calmos quanto nas cenas de ação.
J.J. Abrams nos presenteia com mais um ótimo filme dessa série que (antes de 2009) estava condenada ao esquecimento, Abrams deu um novo gás a Star Trek , além de produzir filmes rentáveis economicamente e com ótimas bilheterias.
Vida longa e próspera á Star Trek.

Nota 9,75


Marcio Alexander Luciano

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Bem Vindo Brasileirão 2013


Neste próximo sábado (25/05) dará início o Campeonato Brasileiro 2013 que contará com Grêmio, Internacional, Criciúma, Atlético Paranaense, Coritiba, São Paulo, Santos, Corinthians, Portuguesa, Ponte Preta, Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Bahia, Vitória, Náutico e Goiás.

Mantendo o formato de pontos corridos onde os 20 times se enfrentam em turno e returno (38 rodadas) e que terá seu final somente no início de Dezembro, o Brasileirão 2013 promete ser mais equilibrado que as edições anteriores.

O atual campeão Fluminense se mantém como um dos favoritos ao título desse ano, pois manteve a base do ano passado e tem um grupo de jogadores que são “especializados” em campeonatos longos, Fred, Deco, Thiago Neves e Diego Cavalieri são os pilares desse grupo.

Esse grupo de favoritos ao título conta também com Atlético Mineiro e Corinthians.

O primeiro é o time do momento e conta com o quarteto Ronaldinho Gaúcho, Bernard, Jô e Diego Tardelli, que no momento é o ataque mais rápido e entrosado do futebol brasileiro, mas que também conta com os ótimos volantes Pierre e Leandro Donizete. O Galo vem forte nesse Brasileirão.

 Já o Corinthians é o time com mais “cara de pontos corridos” entre todos os 20. O atual campeão da Libertadores tem um grande grupo e o melhor técnico do Brasil. O time titular é o mais equilibrado do Brasil e querendo ou não, Alexandre Pato será titular desse time e se o Timão conseguir segurar os volantes Paulinho e Ralf e contando com os meias Danilo e Renato Augusto e os atacantes Emerson Sheik e Guerrero, será o time a ser batido nessa edição.

Considero realmente esses três times os favoritos ao título, porém, o futebol nos apresenta surpresas e times que, são no momento, apenas bons ou competitivos, podem se tornar favoritos ou com uma ou duas contratações e com um técnico certo podem almejar mais do que “somente” uma vaga para a Libertadores 2014. Nesse grupo intermediário eu coloco o Grêmio, Internacional, Cruzeiro, São Paulo e Botafogo.

A dupla Gre-Nal está forte e ainda se reforçando; jogadores como Elano, Dalessandro, Forlan, Zé Roberto, Dida, Juan, Kleber, Cris, André Santos e os técnicos Luxemburgo e Dunga trazem muita experiência e força para os dois times.

O Cruzeiro desse ano está “mais mineiro” do que nunca e praticamente ninguém ouviu e viu muita coisa sobre o time Celeste de BH. A Raposa contratou jogadores que foram campeões onde passaram como Dagoberto, Borges, Diego Souza e Dedé. O Cruzeiro montou um belo time.

O São Paulo manteve a base do time campeão da Copa Sulamericana do ano passado e contratou alguns jogadores que se destacaram no Paulistão desse ano, mas a espinha dorsal do time são os jogadores R. Ceni, Lúcio, Jadson, PH Ganso, Osvaldo e Luis Fabiano (se continuar).

O Botafogo é um “semi-favorito”, pois é o único time que não sofreu mudanças em relação ao grupo de 2012, manteve o técnico Oswaldo de Oliveira e contando com os jogadores Jefferson, Bolivar, Renato, Marcelo Mattos e o craque Seedorf, o Botafogo pode surpreender principalmente pelo seu conjunto.

Sou capaz de afirmar que o campeão de 2013 será um dos 8 times citados até agora.

O Santos, que não sabe se vende o Neymar agora ou somente após a Copa de 2014, e que está completamente sem foco, tem bons jogadores em seu elenco e um técnico acostumado a ganhar campeonatos de pontos corridos,  é uma completa incógnita.

Coritiba, Flamengo e Ponte Preta são times que não sofrerão com o risco do rebaixamento, porém, no momento, vejo pouca força neles para um algo a mais.

Posso cravar que entre os 8 times restantes, Vasco, Atlético Paranaense, Criciúma, Bahia, Vitória, Náutico, Goiás e Portuguesa, estarão os 4 rebaixados.

 
Que comece logo esse Brasileirão e que mesmo sendo longo e num formato que já não mais me agrada, é o melhor campeonato de todos.

 
Marcio Alexander Luciano