sábado, 30 de agosto de 2014

Calendário do Futebol Brasileiro e novas formulas para o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil


Tá aí minha proposta para um novo Calendário para o Futebol Brasileiro

Calendário do Futebol Brasileiro e novas formulas para o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.

Campeonato Brasileiro

Um Campeonato Brasileiro com 24 times, disputado no 2° semestre, entre Agosto e Dezembro, onde todos se enfrentariam em turno único (23 rodadas), porem, separados em 2 grupos de 12 times.

Exemplo:

Grupo A – Corinthians, Santos, Internacional, Coritiba, Figueirense, Flamengo, Vasco, Atlético MG, Bahia, Sport, Goiás e Ceará.

Grupo B – Palmeiras, São Paulo, Grêmio, Atlético PR, Criciúma, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Vitória, Náutico, Ponte Preta e América MG.  

Após as 23 rodadas, os 4 primeiros colocados (dentro de seus próprios grupos), se classificam para as quartas de final, onde o 1° do Grupo “A” enfrentaria o 4° do Grupo “B”, o 2° do Grupo “A” enfrentaria o 3° do Grupo “B”, etc...
As quartas, semifinais e a Final sendo disputadas em duas partidas, onde o time de melhor campanha jogaria por dois resultados iguais (sem a regra do gol fora de casa como na atual Copa do Brasil).
Os: nesse caso, a classificação dos grupos “A” e “B” seriam utilizadas somente para apresentar os 4 times classificados de cada grupo e os cruzamentos das quartas de final, não tendo relação nas “vantagens” durante o mata-mata.

Exemplo: o 3° colocado do Grupo “A” teria a vantagem de dois resultados iguais caso sua campanha fosse melhor que a do 2° colocado do Grupo “B”, e assim sucessivamente.  

São considerados rebaixados para a Série B do ano seguinte os 4 times com as piores campanhas da primeira fase, podendo ser rebaixados 4 times de um mesmo grupo, caso apresentem as piores campanhas.

São considerados “Classificados para a Copa Libertadores do ano seguinte” os 4 times semifinalistas, sendo que os dois Finalistas para a fase final da Libertadores e os outros dois times para a pré-libertadores.

Os 4 times eliminados nas quartas de finais classificariam para a Copa Sulamericana.

Copa do Brasil

A Copa do Brasil deixaria de ser um “mata-mata” em sua parte final e se tornaria numa “Copa com 16 times”, nos moldes de uma Copa do Mundo, e seria disputada no mês de Julho, e em cada ano em uma região diferente do Brasil.

Os times classificados para a Libertadores (5 ou 6 times) do mesmo ano, já estariam classificados entre os 16 times da fase final da Copa do Brasil, então as outras 10 ou 11 vagas seriam disputadas numa pré-copa do Brasil, em mata-matas como são disputados nos dias de hoje.

Esses 16 times seriam distribuídos em 4 grupos de 4 times cada, onde se enfrentariam em turno único (3 partidas), classificando os 2 primeiros colocados de cada grupo. Os 8 times classificados formariam as quartas de finais onde o 1° do Grupo “A” enfrentaria o 2° do Grupo “B”, e assim por diante. Sempre em jogos únicos até a Final. 
Das “quartas” até a Final, todos os jogos que terminassem empatados teriam 30 minutos de prorrogação e persistindo o empate, cobranças de pênaltis.

A Fase final dessa “Nova COPA do Brasil” seria disputada, a cada ano, numa região específica do país.

Exemplo:

Copa do Brasil 2015
Sedes: Cuiabá, Manaus, Brasília, Belém.
Final em Brasília

Copa do Brasil 2016
Sedes: Fortaleza, Recife, Natal, Maceió
Final em Fortaleza

Copa do Brasil 2017
Sedes: Belo Horizonte, Goiânia, Salvador, Rio de Janeiro
Final no Rio de Janeiro

Copa do Brasil 2018
Sedes: São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis
Final em São Paulo

O mês de Julho poderá ser utilizado pelos clubes que não estão disputando a fase final da Copa do Brasil, para uma pré temporada ou para disputar amistosos e torneios fora do Brasil, coisa que traria dinheiro e visibilidade.

Os: em anos de Copa do Mundo, a fase final da Copa do Brasil deverá ser disputada antes do Mundial, pois, evitaria qualquer tipo de comparação.


Primeiro Semestre

O primeiro semestre seria para os Regionais (Sul-Minas, Rio-São Paulo, Copa do Nordeste e Copa Verde). Os 4 times campeões de cada campeonato regional estariam classificados para a Copa Sulamericana do mesmo ano.
Os times que estariam disputando os regionais entrariam somente nas fases finais de seus estaduais.


A Libertadores seria disputada de Fevereiro a Junho. 

As "Séries B" e "Séries C" seriam disputadas de Agosto a Dezembro, com 18 times cada, em pontos corridos. 4 sobem e 4 caem. 

A "Série D" também seria disputada no 2° semestre, com os melhores times dos estaduais do mesmo ano que não estão em nenhuma das 3 divisões acima, e com os 4 times que caíram da "C" para "D" no ano anterior. Separados em grupos regionalizados para diminuir custos, até sobrarem 8 times que se enfrentariam em quartas, semis e finais, onde os 4 semifinalistas estariam classificados para a série "C" do ano seguinte.  

  

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Crítica: Guardiões da Galáxia


Uma das coisas mais legais em obras como "Guardiões da Galáxia" é identificar as referências que o filme trás. O diretor James Gunn, um novato em superproduções, escancara todas as suas influências e também mostra algo de novo num universo de filmes já perfeitamente estabelecido e com uma temática consagrada (por crítica e público).
Dizer que a MARVEL tem um impecável zelo por seus personagens é "chover no molhado", pois, desde "Homem de Ferro" lançado em 2008, todas as suas produções tem mantido um nível muito bom. E em seu projeto mais audacioso e arriscado, a "Casa das Idéias" encontrou nos 5 personagens principais de "Guardiões da Galáxia" uma história muito divertida, leve, descompromissada e interessante.
Um humano (Peter Quill/Senhor das Estrelas) que foi abduzido por alienígenas enquanto criança e que se torna em um ladrão de "tesouros intergaláticos", uma assassina (Gamora) treinada por um Titã louco, um ser (Drax) que é pura força física e que tem em mente somente vingança, uma árvore (Groot) que anda e fala (não muito, mas fala) e um guaxinim humanoide (Rocket Raccoon) caçador de recompensas, esses são os 5 personagens, os "Guardiões da Galáxia".
Num primeiro momento é inimaginável que um filme com personagens com as características acima mencionadas desse certo. Mas deu!!! E deu muito certo!
O filme se passa quase por completo no espaço, em planetas e mundos nunca antes explorados nos filmes da Marvel (tirando uma cena pós crédito de Thor 2 e outra em Os Vingadores), e isso faz deste filme o mais diferente de todos, desde a cenários que vão de um planeta abandonado e em ruínas, a grandiosas naves (úmidas e escuras), até a um planeta no auge de sua prosperidade e modernidade.
As cores pulam da tela de forma orgânica e natural, pois entendemos que esses "mundos fantásticos" apresentados durante o filme estão dentro da lógica proposta pelo diretor. A fotografia do filme é bastante competente e o uso de CGIs e efeitos especiais estão perfeitos.
Dentro de todas as muitas coisas ótimas de "Guardiões da Galáxia" eu destaco a excelente trilha sonora. As músicas, além de serem sensacionais, realmente são parte fundamental da história. As canções servem tanto para alívio cômico, quanto para motivar uma ação específica de personagens e também para ligarmos a outros personagens. Dentro desse segmento de filmes de Super-Heróis e principalmente dos filmes do Universo Marvel, essa é a obra que melhor usou o recurso de trilha sonora, que é desde já uma das minhas favoritas em toda a história.
É escancarada as referências da cultura pop oitentista, tanto na música quanto no cinema. Se o filme tem um tanto de Star Trek e suas explorações espaciais, também bebe bastante da fonte de Star Wars, desde a formação da "equipe" (Rocket Raccoon / Groot realmente lembram muito a dupla de "Star Wars" Han Solo / Chewbaca), até aos seres fantásticos que habitam em cada planeta, com um belíssimo trabalho de maquiagem. Rocket é completamente insano pilotando naves espaciais!
Chris Pratt está excelente como o "Senhor das Estrelas" e seu humor é no tom certo do filme. Zoe Saldana e sua letal "Gamora" já é um dos melhores personagens da MARVEL nos cinemas e a atriz se consolida como uma das maiores musas do mundo "nerd", pois acaba de emplacar sua Terceira franquia Sci-Fi (Avatar e Star Trek são as outras duas). Todo o elenco está muito bem, inclusive Dave Bautista (Drax) e sua sede de vingança, porém, me incomoda a caracterização do "Colecionador" vivido pelo sempre eficiente Benicio Del Toro, um tanto exagerado nos trejeitos e maquiagem.  
A dupla Rocket Raccoon e Groot dão um show a parte com uma química absurdamente perfeita entre Bradley Cooper (Rocket) e Vin Diesel (Groot) tanto nas piadas quanto nas cenas de ação.

O roteiro é redondo, quase perfeito, com alguns pequenos escorregões como o clichê do vilão que quer destruir um planeta a todo custo em busca de uma vingança milenar, mas nada que atrapalhe consideravelmente a obra. Dizer mais do que isso é estragar as várias e ótimas surpresas que o filme traz. Uma dessas ótimas surpresas aparece na cena pós-créditos e o que eu posso dizer é que é OITENTISTA "pra mais de metro"!
O diretor James Gunn fez um belo trabalho e isso já foi reconhecido pelos manda-chuvas da MARVEL/DISNEY. James Gunn será o diretor e roteirista de "Guardiões da Galáxia 2", já confirmado para 2017.

A MARVEL conseguiu me surpreender outra vez e entregou um belo e divertido filme, expandiu seu "Universo" e apresentou novos e ótimos personagens para o grande público.

Agora estou só esperando quando "Vingadores" e "Guardiões" se unirão num mesmo filme.......eu acho que isso vai acontecer em "Os Vingadores 3"....mas isso é outra história......

Nota 10

Marcio Alexander Luciano

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Você Gosta de Desenho Animado?

Como eu gosto de Desenhos Animados.....minha mãe fala que quando eu era criança pequena lá no Bairro da Penha em São Paulo era só me deixar em frente a TV pra ver os desenhos do Popeye, Perna Longa, Pato Donald, Tico e Teco, etc, que eu ficava quieto, sem dar trabalho pra ninguém.

Hoje sou um grande fã de Animações e principalmente das produzidas pela Pixar, pois hoje, ninguém faz Animações tão boas quanto ela, porém, a Disney mostrou com o ótimo “Frozen” que pode sim voltar a nos presentear com obras como “A Bela e a Fera” e “O Rei Leão”.

Segue uma listinha com os meus 25 Filmes de Animação preferidos:

25- Shrek



24- Madagascar



23- Como Treinar o Seu Dragão



22- Detona Ralph



21- As Aventuras de Tintim



20- Os Simpsons – O Filme



19- Valente



18- Vida de Inseto



17- O Gigante de Ferro



16- Peter Pan



15- A Dama e o Vagabundo



14- Toy Story



13- Os Incríveis



12- A Bela e a Fera



11- Uma Cilada Para Roger Rabbit



10- O Rei Leão






     09- A Viagem de Chihiro



08- Frozen



07- Monstros S/A



06- Procurando Nemo



05- Ratatouille



04- Rango



03- Up – Altas Aventuras



02- WALL-E




01- Toy Story 3


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Crítica: 12 Anos de Escravidão


O mundo está passando por um momento muito triste e perigoso.
Afirmo com todas as letras que nunca pensei que presenciaria tantos formadores de opinião, jornalistas, artistas, esportistas, políticos e pessoas comuns, amigos, parentes, conhecidos; várias pessoas, que ainda se mostrem racistas. O preconceito racial contra negros é cruel, pois não atinge somente a pessoa que está sofrendo este ato (que por si só já é terrível!!!), mas atinge todo um grupo de pessoas que sofreram as mais terríveis humilhações, perseguições, maldades e crueldades vistas na história moderna.
O Brasil está passando por um momento muito tenso, onde jornalistas (em rede nacional) defendem a humilhação pública de "marginaizinhos" (mulatos) e onde comediantes fazem "piadas" com negros usando o termo "macaco", e está tudo certo, em nome da "Liberdade de Expressão".
"12 Anos de Escravidão" é um filme que deve ser visto pelo maior número de pessoas, e o mais cedo possível. É um filme que tem a real e rara oportunidade de abrir a mente de jovens e adolescentes em relação a um tema tão complexo e delicado.
Baseado em uma história real e dirigido pelo ótimo Steve McQueen (Shame, Brilhante) e produzido pelo astro Brad Pitt, "12 Anos de Escravidão" conta a história de Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um negro liberto, casado e com filhos e que vive no estado de Nova Iorque onde trabalha como músico (um mestre no violino). Soloman então acaba sendo sequestrado em Washington (onde está fazendo uma apresentação) e vendido para um "comerciante" de escravos da Louisiana, um dos únicos estados Norte-Americanos que até então não tinha abolido a escravidão, o ano era 1841.

O filme conta parte do que foram os 12 anos de escravidão de Solomon, sua luta pra se manter vivo e ainda confiante em rever seus filhos e sua esposa, mesmo passando por humilhações, tristezas, sofrimentos e as mais cruéis maldades que se possa imaginar. Solomon sofreu e presenciou coisas que a maioria das pessoas nem imaginaria que poderia existir e ainda sim, se manteve integro e honesto com seus sentimentos.

Vivido com maestria pelo ótimo Chiwetel Ejiofor, Solomon Northup não é o "Django" de Quentin Tarantino em busca de vingança, mas sim um homem que teve a família e a liberdade roubadas por uma das faces mais asquerosas da humanidade, a da maldade, pura e cruel.

O espetacular Michael Fassbender faz o papel do fazendeiro e senhor de escravos Edwin Epps e é impressionante o que ele faz em cena!!! Fassbender mereceu todos os prêmios que ganhou por esse papel e merece muito mais! Seu personagem é interpretado com tamanha genialidade e loucura que a não consigo imaginar outro a levar o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

Mas quem rouba a cena mesmo é a linda e ótima atriz Lupita Nyong'o que faz o papel de Patsey, uma jovem negra escravizada junto com Solomon.
Todas as cenas em que Lupita aparece são um show a parte e toda a delicadeza e sensibilidade da atriz ficam latentes até nas mais pesadas e brutais cenas.

Tecnicamente o filme é espetacular e isso fica visível na ótima montagem, o filme corre pelos 12 anos citados de forma fluida e leve, na fotografia magistral, na bela direção de arte e maquiagens e na linda trilha sonora.

Existem filmes bons, filmes ótimos, filmes espetaculares, filmes geniais, filmes históricos......e existe um tipo de filme (que além de ótimo) é NECESSÁRIO e "12 Anos de Escravidão" é um desses filmes.

Precisávamos de um filme como "12 Anos de Escravidão", para nunca esquecermos que a maldade humana não tem limites, e que infelizmente, muitas pessoas ainda são influenciadas a manter e disseminar pensamentos e atos racistas em pleno século 21.


Nota 10


Marcio Alexander Luciano

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O Futebol Brasileiro em 2013



Não há dúvida alguma que o estado de Minas Gerais foi o protagonista do Futebol Brasileiro em 2013, pois Atlético MG e Cruzeiro além de apresentarem o melhor futebol, também conquistaram os principais campeonatos do ano.

O primeiro semestre de 2013 foi dominado pelo Galo, campeão Mineiro e da Libertadores, título inédito para o clube que desde 1971 (Campeão Brasileiro) não conquistava um título de tamanha expressão. O time comandado pelo paranaense Cuca mostrou um futebol agressivo e com um ataque quase perfeito, contando com Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli, Bernard e Jô e jogando no Estádio Independência, o Galo era praticamente indestrutível e assim derrubou um a um seus adversários. Contando também com um bom sistema defensível e o ótimo goleiro Victor e um banco de reservas de grande qualidade, o Atlético Mineiro mostrou desde o início da Libertadores que era um dos favoritos ao título. Um grande trabalho coroado com o principal título de sua história, esse foi o 2013 do Clube Atlético Mineiro.

Mas Belo Horizonte se consolidou como a capital do futebol Brasileiro em 2013 no segundo semestre onde o Cruzeiro, comandado pelo ótimo técnico Marcelo Oliveira, arrancou para o Tri Campeonato Brasileiro. A Raposa não deu chances para ninguém e faltando 4 rodadas para o fim do Campeonato, sagrou-se campeã Brasileira vencendo o Vitória no Barradão por 3 a 1. O Cruzeiro manteve parte do elenco de 2012 e se reforçou em posições carentes, o ótimo zagueiro Dedé (ex Vasco) e o meia Éverton Ribeiro (Coritiba) deram cara nova ao time que já era muito bom. O Cruzeiro foi o Campeão Brasileiro mais incontestável dos últimos anos, tamanha superioridade frente aos outros 19 times da série A.

Destaco também o Botafogo, liderado por Oswaldo de Oliveira e o craque holandês Seedorf que conseguiu uma classificação para a libertadores após 18 anos.
Mas as duas surpresas foram os finalistas da ótima Copa do Brasil. Flamengo e Atlético Paranaense mostraram que não é necessário um elenco de estrelas (cof cof Internacional, cof, Corinthians, cof cof cof) ou um técnico com grande currículo (cof Luxemburgo, cof cof cof Paulo Autuori, cof cof ) para realizar um bom campeonato Brasileiro ou ser finalista e campeão da Copa do Brasil.

O Atlético Paranaense provocou uma pequena “revolução” no Futebol Brasileiro ao abdicar do Campeonato Estadual. Usando um time sub 23 nessa competição, o CAP priorizou a preparação física do time principal, e o resultado foi um 3° Lugar no Brasileirão (Classificação para a Libertadores) e um vice-campeonato da Copa do Brasil, isso tudo com um time limitado tecnicamente, mas com um fôlego jamais visto nos últimos 10 anos de campeonato brasileiro por pontos corridos. O Atlético PR possivelmente não inventou a “roda” do Futebol Brasileiro no século 21, mas mostrou um belo caminho que certamente será copiado por outros clubes.

O Flamengo foi outro vitorioso de 2013. Nem o mais fervoroso torcedor rubro-negro imaginaria que o time terminaria o ano Campeão da Copa do Brasil e com uma vaga direta na Libertadores 2014. Com um primeiro semestre ridículo e com o pedido de demissão do então técnico Mano Menezes (já no segundo semestre), o Flamengo parecia estar fadado para um ano melancólico e quase trágico (a 2ª Divisão estava logo ali), porém, o interino Jayme de Almeida, possivelmente uma das pessoas mais humildes e sérias do futebol, comandou um Flamengo aguerrido, com uma obediência tática inédita no ano e com jogadores iluminados como Hernane “Brocador”, Leo Moura e Elias, que foi derrubando seus adversários (Cruzeiro, Botafogo, Goiás e Atlético PR) num Maracanã que pulsava, forte, alto e claro, a paixão dos rubro-negros pelo Flamengo e sua vocação (quase Celestial) que tem para decisões.

Mas 2013 também nos apresentou algumas decepções como os caros e estelares elencos de Internacional e Corinthians, o primeiro com uma das maiores folhas salariais chegou na última rodada do Brasileirão ainda com risco matemático para o rebaixamento, o segundo até teve um bom início de semestre com os títulos da Recopa e do Paulistão, porém, toda a expectativa criada sobre o até então campeão da Libertadores e do Mundo foi quebrada com uma desclassificação precoce na Libertadores e com um dos piores ataques do Campeonato Brasileiro.

Lembrando também da pífia campanha do São Paulo no Campeonato Brasileiro (salvo por Muricy Ramalho de um inédito rebaixamento) e da eliminação vergonhosa que sofreu do Atlético Mineiro na Libertadores, além das ridículas campanhas do Fluminense (Campeão Brasileiro em 2012) e do Vasco, que foram rebaixados no campo no Brasileirão e que só o Deuses do Futebol sabem em qual divisão esses times jogarão em 2014.

Espero um 2014 com um futebol mais equilibrado e de maior nível técnico, com ou sem “virada de mesa”, pontos corridos ou mata-mata, 20 ou 24 times na primeira divisão, não importa, precisamos de um Futebol mais forte, com menos jogos, mais tempo para os técnicos treinarem seus times, estaduais mais curtos e se possível.....a volta dos regionais (Sul-Minas, estou falando com você!!!).

2014 é o ano da Copa, mas também é de Libertadores, Copa do Brasil, Copa Sulamericana e Brasileirão.


Bom Futebol 2014 para todos!!!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Os Melhores do Cinema 2013

Segue minha lista com os melhores do Cinema 2013, no estilo “Oscar”:

Melhor Atriz Coadjuvante: Amy Adams (O Mestre)

Melhor Ator Coadjuvante: Daniel Bruhl (Rush – No Limite da Emoção)

Melhor Animação: Universidade Monstros

Melhor Filme de Língua Estrangeira: O Som ao Redor (Brasil)

Melhor Direção de Arte: Rush – No Limite da Emoção

Melhor Figurino: O Grande Gatsby

Melhor Maquiagem: Rush – No Limite da Emoção

Melhor Fotografia: Gravidade

Melhor Edição: Gravidade

Melhores Efeitos Visuais: Gravidade

Melhor Mixagem de Som: Rush – No Limite da Emoção

Melhor Edição de Som: Gravidade

Melhor Trilha Sonora: Rush – No Limite da Emoção

Melhor Roteiro Adaptado: A Vida Secreta de Walter Mitty

Melhor Roteiro Original: Rush – No Limite da Emoção

Melhor Atriz: Sandra Bullock (Gravidade)

Melhor Ator: Joaquin Phoenix (O Mestre)

Melhor Diretor: Alfonso Cuarón (Gravidade)

Melhor Filme: Gravidade

os: Menções honrosas aos ótimos filmes "Círculo de Fogo" e "Star Trek - Além da Escuridão".

terça-feira, 5 de novembro de 2013

100 Melhores Filmes de Todos os Tempos - Os 10 Primeiros Colocados

10° - Gravidade



“Gravidade” não é só o melhor filme de 2013 como também é o melhor filme dos últimos 5 anos.  Aquela sensação de estar presenciando algo revolucionário e histórico, que ficará para sempre na memória de todo cinéfilo e da cultura cinematográfica mundial. Essa sensação eu senti vendo “Gravidade”, e com menos de 20 minutos de filme, em um plano sequência inicial absurdo de tão perfeito, o diretor Alfonso Cuarón mostra parte do que se transformaria em um dos melhores filmes de Ficção Científica já feitos.

Gênero: Ficção, Drama
Diretor: Alfonso Cuarón 
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney


9° - Batman - O Cavaleiro das Trevas



Nerds, fãs de Histórias em Quadrinhos e Cinéfilos foram presenteados por essa obra mais que perfeita dirigida por Christopher Nolan. “O Cavaleiro das Trevas” conta com um roteiro perfeito, uma montagem primorosa, ótimas sequências de ação, som e efeitos visuais sensacionais e um ótimo elenco. Heath Leader é responsável por uma das maiores atuações da história, e seu “Coringa” é espetacular.

Gênero: Aventura 
Diretor: Christopher Nolan 
Elenco: Christian Bale, Michael Cane, Heath Leader, Gary Oldman, Aaron Eckhart, Morgan Freeman, Maggie Gyllenhaal


8° - O Poderoso Chefão



Impossível deixar  “O Poderoso Chefão”, filme lançado em 1972, de fora de qualquer lista de melhores de todos os tempos, pois trata-se de um filme perfeito. Além de revolucionar o cinema com uma forma e um estilo nunca antes vistos, Marlon Brando faz não somente a sua maior atuação, faz também a maior atuação da história do cinema.

Gênero: Drama 
Diretor: Francis Ford Coppola 
Elenco: Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Robert Duvall, Diane Keaton


7° - Kill Bill - Volumes I e II



Originalmente “Kill Bill” não era pra ser dividido em “Parte I e Parte II”, porém, o filme ficou mais longo que o planejado e então o Diretor Quentin Tarantino decidiu dividi-lo em duas partes, que somadas, rende quase 4 horas de diálogos ácidos e de um humor único, cenas de lutas com ninjas perfeitamente coreografadas, uma montagem que conta uma história fragmentada e não linear (marca registrada de Tarantino), um ótimo roteiro e personagens icônicos.

Gênero: Ação, Aventura 
Diretor: Quentin Tarantino 
Elenco: Uma Thurman, David Carradine, Daryl Hannah, Lucy Liu, Vivica A. Fox, Michael Madsen, Julie Drayfus, Sonny Chiba


6° - Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida



Tenho a certeza absoluta que “Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida” foi o filme que eu mais vezes assisti na vida. A primeira vez, ainda criança, lá pelos 8 ou 9 anos, me fez sonhar em ser um arqueólogo e sair pelo mundo procurando tesouros escondidos. O tempo passou e eu vi, revi, vi outra vez, e continuarei a ver um dos filmes que moldou a minha personalidade na infância e juventude. O maior legado desse filme é me fazer lembrar que foi ele que me fez gostar tanto de filmes, cultura pop e história.
Muito obrigado “Professor Jones”.

Gênero: Aventura 
Diretor: Steven Spielberg 
Elenco: Harrison Ford, Karen Allen, John Rhys-Davies, Alfred Molina


5° - De Volta Para o Futuro




O tema Viagem no Tempo, certamente o mais complexo para se tratar em um filme, é brilhantemente apresentado pelo ótimo diretor Robert Zemeckis. A aventura definitiva sobre viagens no tempo estrelada pelos ótimos Michael J. Fox e Christopher Lloyd dificilmente sairá de sua cabeça.

Gênero: Ficção, Aventura 
Diretor: Robert Zemeckis 
Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson


4° - Pulp Fiction - Tempo de Violência



O melhor filme de Quentin Tarantino, lançado em 1994, nos apresenta um roteiro não linear, personagens mais do que icônicos, histórias paralelas que se entrelaçam no meio da narrativa e diálogos sensacionais. “Pulp Fiction” é um capítulo de ouro do cinema mundial.

Gênero: Thriller Policial
Diretor: Quentin Tarantino 
Elenco: John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Bruce Willis, Harvey Keitel, Tim Roth, Amanda Plummer, Christopher Walken.


3° - Feitiço do Tempo



Se perguntassem para eu indicar um único filme, não importa o motivo ou a ocasião, esse filme seria “Feitiço do Tempo”. A história de um repórter que fica eternamente preso no mesmo dia, em uma pequena cidade isolada por uma forte nevasca. Um grande roteiro, uma direção perfeita e uma edição espetacular.
Todos devem assistir “Feitiço do Tempo”.

Gênero: Comédia, Ficção 
Diretor: Harold Ramis 
Elenco: Bill Murray, Andie MacDowell, Chris Elliott


2° - O Poderoso Chefão, Parte II



A sequência de “O Poderoso Chefão” é tão perfeita quanto o primeiro filme, mas com um roteiro mais espetacular, pois além de contar a ascensão de Michael (Al Pacino) como o novo “Don” do império Corleone, mostra também a história de origem de seu pai, Vito Corleone (interpretado pelo ótimo Robert De Niro), desde a fuga ainda criança da Itália até Nova Iorque até se torna o Poderoso Chefão. Com uma montagem sensacional, que conta duas histórias dentro de uma, intercalando o passado de Vito e o presente de Michael, com interpretações magistrais, “O Poderoso Chefão, Parte II” é o maior filme do século XX.

Gênero: Drama 
Diretor: Francis Ford Coppola 
Elenco: Al Pacino, Robert Duvall, Diane Keaton, Robert De Niro, Talia Shire


1° - Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças




“Quão feliz é o destino de um inocente sem culpa
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecido
Brilho eterno de uma mente sem lembranças
Toda prece é ouvida, toda graça é alcançada...”



Se você tivesse a oportunidade de recomeçar sua vida, sem traumas, desilusões, tristezas, desamores, rancores, etc , mesmo que sua mente apagasse os melhores momentos de sua vida, incluindo a sua grande e momentânea paixão, você aceitaria que sua memória fosse apagada? Agora, se você soubesse que seu grande amor apagou toda e qualquer lembrança tua e que não restou nada mais do que um grande vácuo na mente dessa pessoa e que para ela (ou ele) você se tornou em um completo nada?!  

Nessa espetacular história dirigida pelo francês Michel Gondry, a vida amorosa do casal Joe Barish (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet) é contada de um jeito peculiar e de uma das formas mais originais da história do Cinema atual.O filme passa quase que completamente dentro da mente de Joe Barish, pois após descobrir que sua amada Clementine passou por um processo inovador de “apagamento de memória”, Joe decide por fazer o mesmo em relação ao seu grande amor.
Com um roteiro genial e que alterna cenas de flashbacks da vida do casal, como o começo do romance, a paixão florescendo, as primeiras brigas, os desencontros e diferenças, como também a luta da mente de Joe por manter as lembranças de Clementine durante o processo de “apagamento de memória”.

“Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” não é somente um extraordinário filme, é também um soco no estômago de quem tem medo de se entregar ao verdadeiro amor.


Gênero: Drama, Ficção 
Diretor: Michel Gondry 
Elenco: Jim Carrey, Kate Winslet, Kirsten Dunst, Tom Wilkison, Mark Ruffalo, Elijah Wood

terça-feira, 29 de outubro de 2013

100 Melhores Filmes de Todos os Tempos - 11° a 20°

20° - Toy Story 3




Uma aula de cinema em se tratando de animações. Essa é a definição que eu dou para “Toy Story 3”. De todos os ótimos filmes já feitos pela Pixar, esse é o melhor!!! Engraçado, tenso, original, emocionante e belo. Praticamente impossível não chorar de rir do “vaidoso” Ken e de sua namorada Barbie, e impossível não se emocionar com um dos desfechos mais belos do cinema.

Gênero: Animação 
Diretor: Lee Unkrich 
Elenco (Dubladores): Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Ned Beatty


19° - Onde os Fracos Não Tem Vez



Tecnicamente perfeito, “Onde os Fracos Não Tem Vez” ganhou 4 Oscars em 2008, Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Diretor e Melhor Ator Coadjuvante (Javier Bardem). Com um roteiro audacioso, uma ótima edição e uma fotografia espetacular, esse filme também apresenta um dos mais memoráveis e terríveis vilões do cinema, o sociopata Anton Chigurh.

Gênero: Thriller Policial 
Diretores: Ethan Coen e Joel Coen 
Elenco: Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Josh Brolin, Woody Harrelson


18° - Bastardos Inglórios



Há uma teoria que muitos cinéfilos em todo mundo acredita (inclusive eu!), que todos os filmes escritos (a maioria também dirigidos) por Quentin Tarantino fazem parte de um mesmo Universo, e “Bastardos Inglórios” seria o principal filme que ligaria todo esse “Universo Tarantinesco” (sobre esse “Universo” escreverei com mais detalhes em outra ocasião). O fato é que esse filme é sensacional!!!

Gênero: Guerra, Drama 
Diretor: Quentin Tarantino 
Elenco: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, Michael Fassbender, Eli Roth, Diane Kruger, Daniel Bruhl


17° - O Silêncio dos Inocentes



O que dizer sobre o primeiro filme de terror/suspense que ganhou o Oscar de Melhor Filme em toda a história?! E se eu disser também que “O Silêncio dos Inocentes” é um dos únicos 3 filmes em toda a história do cinema a ganhar os 5 principais prêmios do Oscar numa mesma edição: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator (Anthony Hopkins) e Melhor Atriz (Jodie Foster).

Gênero: Suspense 
Diretor: Jonathan Demme 
Elenco: Jodie Foster, Anthony Hopkins


16° - Contato



O gênero de Ficção Cientifica é um dos meus preferidos e “Contato” além de ser uma obra-prima desse gênero é um grande ensaio filosófico sobre questões polêmicas como Religião, Fé, Vida pós-morte, Fanatismo Religioso, Ciência x Religião, Política e Poder. Um filme que precisa ser visto por todos.
Gênero: Ficção Diretor: Robert Zemeckis Elenco: Jodie Foster, Matthew McConaughey, John Hurt, Jena Malone

15° - O Show de Truman - O Show da Vida



Uma das histórias mais originais e bem realizadas que já vi. “O Show de Truman” conta a história de Truman Burbank (Jim Carrey), um pacato e comum cidadão de uma pequena cidade que na verdade é o Maior Estúdio do Mundo!!! Sua “vida” está sendo filmada e transmitida para todo o mundo desde o seu nascimento. Truman é a pessoa mais conhecida da Terra e é o único que não sabe que sua vida é uma grande mentira. Depois de ver esse filme, você achará que o Big Brother é uma brincadeira de criança.

Gênero: Ficção, Drama 
Diretor: Peter Weir 
Elenco: Jim Carrey, Laura Linney, Ed Harris, Noah Emmerich


14° - Laranja Mecânica



Tenso, pesado, assustador, envolvente, inteligente, ácido e genial. “Laranja Mecânica” é o filme mais perturbador e original de todos os tempos!!!

Gênero: Ficção 
Diretor: Stanley Kubrick 
Elenco: Malcolm McDowell, Patrick Magee, Michael Bates


13° - Alien - O 8° Passageiro




Com efeitos especiais absurdamente espetaculares para um filme feito a 34 anos atrás (ganhou o Oscar de efeitos visuais de 1979) efeitos visuais que não vemos em filmes feitos nos dias atuais, com montagem, fotografia, cenários e roteiro impecáveis, “Alien” é sem duvida alguma um dos principais filmes da história do cinema mundial, pois Ridley Scott mostrou uma nova forma de fazer filmes, forma essa que até hoje vários diretores renomados tomam como referência. 

Gênero: Ficção, Terror Diretor: Ridley Scott Elenco: Tom Skerritt, Sigourney Weaver, John Hurt

12° - Touro Indomável



O estudo de personagem feito por Robert De Niro para interpretar o lendário boxeador Jake LaMotta é sua interpretação é perfeita. Esse filme é figura carimbada em todas as principais listas de melhores filmes de todos os tempos e sempre entre os 20 melhores.

Gênero: Drama 
Diretor: Martin Scorsese 
Elenco: Robert De Niro, Cathy Moriarty, Joe Pesci, Frank Viscent


11° - Vertigo - Um Corpo Que Cai




O mestre do suspense nos apresenta essa obra de arte lançada em 1958 e que viria a se tornar cultuado até os dias atuais. “Vertigo – Um Corpo que Cai” é o melhor filme do gênio Alfred Hitchcock e ainda conta com a mais bela atriz de todos os tempos, Kim Novak.

Gênero: Suspense 
Diretor: Alfred Hitchcock 
Elenco: James Stewart, Kim Novak, Barbara Bel Geddes